ÍNDICE DE OBESIDADE DOS ALUNOS DE UMA ESCOLA NA REGIÃO SUL DE SANTA CATARINA

Carolina Michels, Erico Pigozzi Cassaro, Alexandre Pacheco, Pedro Gabriel Ambrosio, Amabele Quariniri Negrelli, Áurea Maria Soares da Rosa, Paulo João Martins, Kristian Madeira

Resumo


A avaliação antropométrica tem sido a maneira mais utilizada para a avaliação do estado nutricional (AEN). O índice de massa corporal (IMC), também conhecido como índice de Quételet, é o indicador mais amplamente utilizado para a AEN e os distúrbios associados. Pode ser obtido por meio das medidas de massa e estatura corporal e divisão da primeira em quilogramas pelo quadrado da segunda em metros (GOMES, 2010). A obesidade é considerada um fator preditor de doenças como Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), Diabetes Mellitus do tipo 2 (DM2), síndrome metabólica e muitas outras. E a obesidade infantil é um fator determinante para a sua prevalência na fase adulta. Esse estudo visa traçar um perfil antropométrico de adolescentes de 13 a 18 anos de uma escola no extremo sul de Santa Catarina. Trata-se de um estudo observacional, retrospectivo e de abordagem quantitativa, em que se avaliou 148 adolescentes, sendo 52,7% (n = 78) do sexo feminino e 47,3% (n = 70) do sexo masculino. O IMC de cada aluno foi colocado no gráfico da OMS para rastrear adolescentes obesos e com sobrepeso. Foram mensurados seu percentual de gordura através das dobras triceptais e subescapular. Os dados foram analisados utilizando-se o software IBM statisical Package for the social sciences (SPSS) versão 22.0. 7,4% dos adolescentes analisados foram considerados obesos, desses, 80% eram do sexo masculino. Com sobrepeso foram 14,9 % distribuindo-se de forma igualitária entre os sexos. Em relação a percentual de gordura, nota-se uma diferença significativa entre os sexos, com feminino liderando, com uma média de 21,88 ± 4,98% enquanto no sexo masculino, 17,75 ± 5,38%. Concluiu-se que, dos 148 alunos do estudo, quase um quarto está acima do peso recomendado pela OMS (22,3%), em sua maioria homens, apesar da média do percentual de gordura ser baixa nesse grupo em relação ao feminino, mostrando que o IMC não tem correlação forte com o percentual de gordura. Além de corroborar com estudos prévios onde também notou-se diferença entre os sexos nesse quesito.

Palavras-chave: Obesidade, Adolescência, Antropometria.


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Ademir Damazio

Edison Ugioni

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