DIVERSIDADE SEXUAL: QUANTO O CURSO DE MATEMÁTICA SABE?

Lucas Vieira Machado, Alexandre Marcineiro Figueredo, Amanda Castro

Resumo


No Brasil, o acesso ao ensino público é garantido por lei, sem fazer distinção de raça, cor, sexo, orientação sexual ou religião. Todos devem aprender conteúdos relacionados as quatro áreas de conhecimento, sendo elas: Ciências Humanas e suas Tecnologias, Ciências da Natureza e suas Tecnologias, Matemática e suas Tecnologias e Linguagens, Códigos e suas tecnologias. Embora exista esta categorização, há temas que devem ser tratados de maneira transversal, dentre eles, o tema diversidade sexual que, na maioria das vezes, é negligenciado, ou então é abordado apenas pelo professor de ciências. Por consequência, pode contribuir para que o aluno não tenha uma visão completa do que se trata a diversidade sexual. O objetivo deste trabalho é identificar o nível de conhecimento dos acadêmicos de licenciatura em matemática em relação a temática e apontar os principais sujeitos descriminados pela sua orientação sexual e identidade de gênero. A pesquisa teve início em fevereiro de 2018, possuindo um estudo bibliográfico e abordagem quali-quantitativa. A população é constituída de 31 indivíduos, sendo a amostra mínima de 29 indivíduos. Após leitura do referencial teórico, foi elaborado um questionário com questões abertas e fechadas. O mesmo foi aplicado com as turmas da quinta e sétima fase do curso de licenciatura em matemática da Unesc. Os dados coletados foram organizados em planilhas do software IBM Statistical Package for the Social Sciencies (SPSS) versão 21.0. Foi realizado a análise descritiva. As análises inferenciais serão realizadas com um nível de significância α = 0,05, portanto um intervalo de confiança de 95%. Dos 29 acadêmicos, 72,4% são do sexo feminino e 27,6% são do sexo masculino. Ao serem questionados a sua identidade de gênero e orientação sexual, houve equívocos em relação à compreensão dos termos apresentados. Ao serem questionados se já sofreram descriminação a respeito da temática, foi constatado 89,7% afirmaram que não e 10,3% afirmaram que sim. Entretanto, quando questionados se haviam presenciado tal descriminação, observou-se que 58,6% haviam presenciado e 41,4% não. Ao relacionar as variáveis, constata-se que as pessoas com identidade de gênero classificada como feminino, estão mais propensos a não praticarem descriminação em relação à sexualidade, relação esta que é estatisticamente significativa (p=0,009). Da mesma forma, nota-se que aqueles com orientação sexual definida como homossexual ou que não souberam responder estão mais propensos a sofrerem descriminação e quem se identifica como heterossexual tende a não sofrer descriminação, relação também significativa (p=0,034). A partir dos dados apresentados, conclui-se uma defasagem na preparação dos futuros professores ao se referir a temática. Sendo assim, é necessário que o curso promova palestras e debates com o objetivo de elucidar as dificuldades dos acadêmicos em relação a diversidade sexual.

Palavras-chave: Pluralidade Sexual, Professores, Matemática, Conhecimento, Transversalidade.


Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Conselho Editorial


Ademir Damazio

Edison Ugioni

Elisa Netto Zanette

Kristian Madeira

Ledina Lentz Pereira

 

Comissão de Avaliação

Ademir Damazio

Edison Ugioni

Elisa Netto Zanette

Eloir Fátima Mondardo Cardoso

Kristian Madeira

Ledina Lentz Pereira

Viviane Raupp Nunes de Araújo