O USO PROLONGADO DE BENZODIAZEPÍNICOS POR IDOSOS E O RISCO PARA DEMÊNCIA

Luciana Silveira Faria, Josiane Budni

Resumo


A população está envelhecendo e com isso, políticas de saúde precisam ser desenvolvidas, para fornecer maior qualidade de vida à população idosa. Há um grande número de indivíduos idosos que administram vários medicamentos em função das comorbidades do envelhecimento. Entre estes fármacos estão os benzodiazepínicos. Estes causam vários efeitos colaterais, entre eles a amnésia, uma queixa constante dos idosos. Portanto, estudo tem por objetivo relacionar o uso prolongado de benzodiazepínicos em idosos e o risco para o desenvolvimento da demência. Alguns estudos mostram que vários sintomas que antecedem a demência são tratados com benzodiazepínicos. São vários os fatores de risco atribuídos ao uso desses fármacos em idosos, como déficit cognitivo, quedas, fraturas, etc. A indicação do uso e seu tempo de uso, devem ser constantemente avaliados, pois seu uso prolongado causará muitos prejuízos a curto prazo. Estudos apontam um risco aumento para os indivíduos idosos em desenvolver demências com o uso prolongado de benzodiazepínicos. A população mundial está envelhecendo, e portanto, precisa-se do desenvolvimento de políticas públicas de saúde para as pessoas com mais de 60 anos para que estas sejam assistidas e que, inclusive, se possa ter maiores informações acerca do efeito prolongado de certos medicamentos, como os benzodiazepínicos. Adicionais pesquisas relacionadas aos fármacos que possam ser utilizados por idosos e que não comprometam a saúde dos mesmos, e sim aumentam a qualidade de vida destes, são necessários.

Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.18616/is.v7i1.3594

Direitos autorais 2018 Inova Saúde

 

 

ISSN 2317-2460

 

Indexação

      

Suporte e Apoio: