A DINÂMICA DO TRATADO TRANSPACÍFICO E SEUS REFLEXOS NA BALANÇA COMERCIAL BRASILEIRA

Tamires Cardoso Patricio, Julio Cesar Zilli

Resumo


No decorrer da história, as relações entre os países tornaram-se cada vez mais estreitas. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, os Estados Unidos da América (EUA) começaram a expandir seu mercado de atuação, porém foi em 1989, com a queda do muro de Berlim, que o processo de integração mundial de fato alavancou. Com as facilidades obtidas com o avanço da tecnologia e a percepção dos benefícios gerados pela interação e cooperação entre países, surgiu uma situação favorável para a abertura das economias e o comércio internacional. Ao longo dos anos, ficou claro para os países que a abertura de seus mercados resultava no aumento de suas riquezas e gerava oportunidades, além da obtenção de produtos escassos e de alto custo de produção em seu mercado (LENHART, 2008). Uma forma que os países encontraram para ampliar a interação econômica e social entre si foi por meio da criação de blocos econômicos, principalmente pelas zonas de livre comércio, fase inicial de integração cujo objetivo é a isenção de tarifas sobre os produtos no comércio entre os países membros. Esses laços comerciais facilitam a negociação entre as nações, permitindo concessões em relação à tributação e também buscando soluções para questões comerciais comuns. Os blocos econômicos geram crescimento para seus membros, pois facilitam o livre comércio de bens e serviços, permitindo que cada um produza aquilo que lhe é mais rentável (LOPES, 2008). Por meio da formação de blocos econômicos como a União Europeia (EU), Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA), Mercado Comum do Sul (MERCOSUL), Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (APEC) e a Comunidade Andina, os países expandiram suas relações comerciais e sua área de atuação ao longo dos anos. Recentemente, um novo bloco econômico foi formado: o Tratado Transpacífico (Trans-pacific Partnership). Essa junção, composta por doze países da bacia do Pacífico que contemplam cerca de 40% do Produto Interno Bruno (PIB) mundial, resultou no maior acordo multilateral dos últimos vinte anos e poderá afetar não só a economia dos países-membros, mas também os rumos do comércio a nível mundial. O Brasil também pode sofrer os impactos desse acordo, já que os componentes do Tratado Transpacífico passarão a priorizar as trocas entre si, devido à adoção de normas comuns de comércio e redução e eliminação de tributos. Além disso, nos últimos anos, o Brasil não tem se posicionado diante das negociações comerciais internacionais, perdendo competitividade e tornando-se desinteressante para multinacionais e investidores, que possivelmente irão introduzir em suas estratégias de longo prazo a existência do recente acordo. Com base nesse contexto, o presente trabalho abordará um estudo sobre a dinâmica do Tratado Transpacífico e seus efeitos na balança comercial do Brasil.

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ISSN 2594-4908