O Direito como sistema autopoiético na evolução jurídica da matriz teórica de Gunther Teubner

Geralda Magella de Faria

Resumo


Trata-se de um estudo sobre a matriz disciplinar do Direito, porquanto sistema autopoiético, segundo a teoria de Gunther Teubner, notadamente, a sua evolução jurídica. Examinar a teoria autopoiética e compreender que é o próprio sistema que se autoconstrói a partir de seus próprios componentes, se propõe paradoxal, eis que, na medida do avanço tecnológico, seria de se esperar constantes mudanças voltadas para o novo. Na lição da autopoiese, entretanto, regularmente são produzidos mecanismos a serem utilizados pelo processo para caracterização dos sistemas vivos porquanto máquinas autopoiéticas, as quais, por meio de interações e transformações, regeneram-se e reproduzem-se realizando a tarefa autopoiética, caracterizada por seu fechamento. Não há, assim, uma mudança dita nova. Há uma transformação, uma autogeração que se (re)produziu no próprio modelo. Face ao fechamento autopoiético, rompe-se com a tradição segundo a qual a conservação e a evolução das espécies seriam condicionadas basicamente pelos fatores ambientais e/ou autodeterminantes, ou mesmo decorrente da presença de determinadas moléculas, posto que, no legado da autopoiese, a vida pode ser contemplada a partir de um sistema que se autoduplica através de um padrão de relações entre estruturas e processos metabólicos autogeradores que compõem uma rede organizativa cunhada com o selo autopoiético.

Texto completo:

PDF


Direitos autorais

 

ISSN 2237-7395

 

Editores:

Lucas Machado

Gustavo Borges