SERIA O MEU TRABALHO DE PERFURADORA CORPORAL, A PRIMEIRA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER?

Renata Ribeiro Costa Machado

Resumo


O presente trabalho tem como objetivo relatar uma situação a qual passei em meu trabalho de Body Piercer, um trabalho que exerço há anos e nunca tive nenhum tipo de questionamento, no que diz respeito a ética profissional. Eu perfuro lóbulos de bebês recém-nascidos e foi após uma perfuração dessas que através de uma rede social fui acusada de cometer a primeira violência contra a mulher. Até então os meus conhecimentos sobre perfurações e campo estéril, higiene e visagismo, era suficiente para eu realizar o meu trabalho bem-feito, porém essa acusação feria minha ética. Seria mesmo eu uma violentadora de bebês? Pois sobre isso meu conhecimento era empírico, tudo o que me foi questionado eram coisas das quais eu ouvia falar ou imaginava. Decidi então que não perfuraria mais bebês até descobrir se os meus conhecimentos poderiam ter fundamentação científica. Parti para uma pesquisa científica para enfim, poder realizar o meu trabalho de forma ética e ter a consciência tranquila de que não faço mal a bebês.

Palavras-chave: perfuração de lóbulos; recém-nascido; brinco de bebês; feminismo


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