SUSTENTABILIDADE TECNOLÓGICA NA PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL: UM ESTUDO NA MESORREGIÃO DO SUL CATARINENSE

Berto Varmeling

Resumo


No âmbito do capitalismo, o desenvolvimento socioeconômico leva em consideração o crescimento populacional, riqueza e renda não como fatores responsáveis pelo seu desempenho, mas como consequências advindas deste processo, onde o impulsionador são as mudanças. Não as impostas pelo mercado/ambiente externo e sim, as advindas de dentro das próprias organizações, geralmente iniciadas pelo setor produtivo que acaba influenciando o consumidor, gerando, na visão Schumpeteriana, uma destruição criativa. Na contemporaneidade o desenvolvimento socioeconômico agregou a preocupação com outra consequência, a degradação do meio ambiente. Neste ambiente, originaram-se as discussões acerca da sustentabilidade e do desenvolvimento sustentável, no sentido de que não basta gerar riqueza e renda para as gerações presentes, se o custo disto for a destruição ou o esgotamento dos recursos naturais do planeta. A tecnologia, em alguns momentos, tem proporcionado a destruição criativa supramencionada, com a ruptura de antigos padrões e a inclusão de novos paradigmas. A difusão irregular da tecnologia é percebida pela dosagem, feita comumente de modo impulsivo, onde há a troca do “novo” pelo novo; e no outro extremo, a falta ou a insuficiência desta tecnologia é um contraponto que deve ser considerado. Nas economias em desenvolvimento, tais reflexões podem ser aplicadas a diversos setores produtivos, como o agroindustrial. No Brasil, este setor tem tido uma contribuição significativa no desenvolvimento socioeconômico, sendo responsável pela maior parte das exportações e pela criação e manutenção de milhões de empregos diretos e indiretos. Parte desta condição – que aqui considera pequenos e grandes produtores, sem distinção – se deve ao investimento no aprimoramento das cadeias produtivas, que visa conferir maior competitividade e sustentabilidade (econômica, social e ambiental). Em complemento, algumas agroindústrias também têm perseguido a sustentabilidade tecnológica, na qual a adoção de novas e adequadas tecnologias contribuí no desempenho produtivo. Por outro lado, a falta de tecnologia, adoção equivocada da mesma ou o seu excesso (com utilização de recursos acima ou muito além do necessário para a realização dos processos), impacta negativamente no desempenho produtivo. Tal excesso tecnológico, apesar da pouca relevância aparente, quando observado mais a fundo, pode revelar-se prejudicial, promovendo gastos desnecessários onde deveria haver apenas um investimento. Partindo deste contexto e considerações preliminares, apresenta-se esta proposta de estudo interdisciplinar, cujo objetivo geral é compreender e avaliar as condições de sustentabilidade tecnológica em agroindústrias localizadas na mesorregião Sul de Santa Catarina. Cabe mencionar que esta é uma proposta de dissertação de mestrado, ainda em fase preliminar. Os procedimentos metodológicos serão contemplarão leitura e revisão de conceitos, seguidos de um levantamento bibliográfico e documental. A coleta de dados, será feita por meio da aplicação de questionários pré-elaborados com perguntas direcionadas, que contribuíram para compreensão e subsídio à análise da sustentabilidade tecnológica junto às agroindústrias. A amostra e demais procedimentos e técnicas estão em definição. Para os resultados, parte-se do princípio de que a sustentabilidade tecnológica significa não somente a eficácia, mas também a eficiência na aplicação, de forma que esta não represente um custo, mas sim um investimento assertivo, contribuindo para minimizar os gastos em tecnologia e maximizar os resultados.

Palavras-Chaves: Agroindústria; Economia; Trabalho; Eficiência.


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