CONTROLADORIA ESTRATÉGICA E ENFOQUE A MODELAGEM DE INFORMAÇÕES, ESTUDO DE CASO EM UMA DA EMPRESA ANGOLANA - LYON CONSTRUÇÕES E MANUTENÇÕES METALOMECÂNICAS S.A.

Idianete Paula Seque, Jackelynye Alexandra Melara de Almeida, Yoga Patricia Kaquenha Ferreira, Rafael dos Santos

Resumo


Devido a globalização, a cada dia as empresas tem se preocupado mais com o seu desempenho gerencial, para isso é usado como instrumento a controladoria estratégica. Segundo Padoveze (2013), Controladoria pode ser definida como uma expansão da ciência contábil, visto que ela usa pesadamente o instrumental Contábil. Dessa forma, ela é responsável pela utilização de todo conjunto Contábil dentro da empresa, cabendo a responsabilidade de implantar, desenvolver, aplicar e coordenar todas as ferramentas da Ciência Contábil dentro da empresa, nas suas mais diversas necessidades. Quando uma organização implanta a controladoria estratégica, ela deseja olhar para o futuro, por isso ela é indutora dos gestores no processo de tomada de decisões (CATELLI, 2001, apud SAVARIS, 2010). A controladoria usa como recurso a modelagem de informações, que relaciona-se ao afunilamento da objetividade da controladoria estratégica, pois cabe a controladoria estabelecer instrumentos que auxiliem a gestão da empresa de forma a fornecer a real situação da organização aos usuários da informação. (SAVARIS, 2010). Este resumo é resultado de uma APE (Atividade de Práticas Especificas), aplicada na disciplina de Contabilidade e Governança Corporativa nas Empresas do curso de Ciências Contábeis - UNESC. Realizou-se um estudo de caso em uma empresa angolana denominada Lyon Construções e Manutenções Metalomecânicas S.A. do ramo metalomecânico. Angola é um país em desenvolvimento e o mesmo tem se aprimorado na contabilidade, visto que apenas em 2014 foi criada a bolsa de Valores em Angola a BODIVA (Bolsa de Dívida e Valores da Angola). Nesta empresa a controladoria estratégica foi implementada em 2009, juntamente quando ela iniciou as suas atividades e com elas as certificações das norma ISO 9001, ISO 14001 e OHSAS 18001, reconhecido pela DNV –'96 Det Norske Veritas. É a função do controller para melhoria do empenho fabril, agilidade em atender os clientes, facilidade para compreender os objetivos que a diretoria queria e quer alcançar, transparecer e deixar claros os dados de resultado financeiros aos acionistas, pela continuidade futura da empresa e entender até onde afeta a instabilidade financeira que passava e passa o país. No processo de gestão ela tem o papel de: realizar prospecção de mercado, procurando ativamente oportunidades de negócio de forma a cumprir os objetivos definidos; programar os planos orçamentários, no âmbito dos objetivos e da estratégia da empresa; e a redução de desperdício e tempo na mão de obra ociosa. Esta área está estruturada por um controller terceirizado pela empresa KWADI, que fica em tempo integral, com auxiliares já formados em qualidade e gestão empresarial, que ajuda a formular os gráficos e indicadores, bem como relatórios de análise para a diretoria. Este sistema apresenta algumas desvantagens para a empresa, porque é terceirizado com profissionais muitas vezes de origem portuguesa o que dificulta a compreensão para os que estão sob sua responsabilidade, pois, os mesmos acabam ficando um curto período no cargo, apenas por experiência e voltam ao país de origem por isso as empresas situadas em Angola querem cada vez mais obrigatoriedade em novos profissionais com nacionalidade angolana.

Palavras-chave: Controladoria estratégica; Informações; Contabilidade angolana.


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