EVOLUÇÃO DO DESENVOLVIMENTO SOCIOECONÔMICO DAS MICRORREGIOES QUE COMPÕEM A MESORREGIÃO SUL CATARINENSE COM BASE NO IDM-FIRJAN

Joelcy José Sá Lanzarini

Resumo


O desenvolvimento regional é um desafio recorrente aos governantes e à população em geral. Os estudos mostram que não há uma linearidade na amplitude do desenvolvimento nas regiões em função do direcionamento setorial implementadas pelas políticas públicas. Na mesorregião Sul Catarinense que compreende as microrregiões da AMESC, AMREC e AMUREL há evidências de um desenvolvimento intra e inter-regional desiguais, havendo municípios com maior índice de desenvolvimento que outros. O objetivo deste trabalho é fazer uma comparação do nível de desenvolvimento regionaldas microrregiões entre si, destas com o Estado de Santa Catarina e do Brasil. A metodologia utilizada foi o levantamento de dados secundários junto à Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, baseando-se nos dados do IDM – Índice de Desenvolvimento Municipal, com a série histórica de 2005 a 2013. O conceito de desenvolvimento utilizado como métrica neste estudo leva em consideração tres indicadores: educação, saúde e emprego e renda. A tabela de classificação do índice varia da seguinte forma: índice menor que 0,4“baixo desenvolvimento”. Maior que 0,4 até 0,6,“regular desenvolvimento”. Maior que 0,6 até 0,8,“moderado desenvolvimento” e maior que 0,8 até 1,0,“alto desenvolvimento”. Como resultado, verificou-se que dentro da Mesorregião Sul Catarinense, a Microrregião da AMESC apresentou o índice consolidado de 0,608 em 2005 e 0,707 em 2013 respectivamente com evolução de 16,37% no período. O município que mais evoluiu foi São João do Sul com 41,02% e o que menos evoluiu foi Passo de Torres com 0,41%. A Microrregião da AMREC apresentou o índice consolidado de 0,697 em 2005 e 0,767 em 2013 respectivamente com evolução de 10,15% no período. O município que mais evoluiu foi Içara com 22,27% e o que menos evoluiu foi Forquilhinha com 1,06%. A Microrregião da AMUREL apresentou o índice consolidado de 0,68 em 2005 e 0,756 em 2013 respectivamente com evolução de 11,17% no período. O município que mais evoluiu foi Capivari de Baixo com 19,06% e o que menos evoluiu foi Grão Pará com 3,02%. Na comparação microrregional a AMESC apresentou o melhor desempenho, embora que seu IDM ainda seja o menor entre as três comparadas. A evolução do índice da Mesorregião Sul Catarinense foi de 12,28% contra 13,39% do estado de Santa Catarina e de 21,12% do Brasil. Uma análise rápida no ranking brasileiro mostra que dentre os municípios componentes da Mesorregião Sul Catarinense o município de Tubarão aparece na posição 225, Içara na posição 228 e Criciúma na posição 233 e os municípios deBraço do Norte, Criciúma, Içara, Orleans e Tubarão auferem o status de “alto desenvolvimento” pois apresentam IDM superior a 0,80. Os resultados mostram que embora crescendo, cresce-se menos que o estado e o país e que é necessário unir os esforços para juntos buscar-se melhores condições para o desenvolvimento da Mesorregião Sul Catarinense.
Universidade do Extremo Sul Catarinense – UNESC Página 2

Palavras-chave: Desenvolvimento regional; índices; comparativo.


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