EVIDENCIAÇÃO SOCIOAMBIENTAL NAS GERADORAS DE ENERGIA ELÉTRICA DA REGIÃO SUL DO BRASIL: ANÁLISE DAS AÇÕES VOLUNTÁRIAS E NÃO VOLUNTÁRIAS

Sérgio Mendonça da Silva, Sílvio Parodi Oliveira Camilo

Resumo


A degradação do meio ambiente acentua cada vez mais os problemas de escassez dos recursos naturais. Esse dano tem alertado às instituições e organizações econômicas para a busca de políticas e programas no sentido de mitigar riscos e encontrar novas fontes destes recursos. Daí a relevância da questão sócio ambiental como tema central nas últimas décadas acerca da manutenção do meio ambiente no presente e sua preservação no futuro para as gerações futuras. O dilema do crescimento econômico e sustentabilidade requer equilíbrio. A visão ecológica sustenta que, se prosseguirmos tendo como objetivo único o crescimento, terminaremos por ser levados ao colapso econômico (BROWN, 1991). Essa problemática faz pensar como as organizações estão tratando essa nova realidade em suas estratégias de negócios. Organizações de grande porte possuem melhores condições de estabelecerem práticas de interação institucionais, com convergência de interesses com as comunidades, ambiente e governos. Justamente, por que ações preservacionistas demandam investimentos financeiros importantes, somados à pressão do crescente número de leis reguladoras criada nos últimos anos faz com que as questões ligadas à sustentabilidade sejam praticamente obrigatórias nas organizações (OLIVEIRA et al, 2012), ainda, essas organizações, no processo decisório, podem antever implicações econômicas, morais, de sustentabilidade, legais e na reputação, nos processos de escolhas estratégicas (CAMILO,2016). O negócio sustentável e responsável é a atividade econômica orientada para a geração de valor econômico-financeiro, ético, social e ambiental, cujos resultados são compartilhados com os públicos afetados. Sua produção e comercialização são organizadas de modo a reduzir continuamente o consumo de bens naturais e de serviços ecossistêmicos, a conferir competitividade e continuidade à própria atividade e a promover e manter o desenvolvimento sustentável (ETHOS, 2015). É nesse cenário de mudanças e incertezas nas organizações que surgem algumas lacunas que podem ser estudadas e analisadas. Esta intenção de pesquisa tem como propósito investigar, por uma ótica interdisciplinar, evidenciações socioambientais das organizações identificando e analisando ações voluntárias e não voluntárias. O objeto de estudo desta pesquisa são empresas geradoras de energia elétrica localizadas nos três estados da região sul do Brasil. Para melhor delimitar o estudo definiu-se como amostra intencional, três empresas, sendo: A COPEL do estado do Paraná, a CELESC do estado de Santa Catarina e a CEEE-GT do estado do Rio Grande do Sul. Busca-se com este estudo conhecer o grau de comprometimento espontâneo (voluntário) e/ou obrigatório (não voluntário) das práticas sustentáveis apresentadas nos relatórios de
Universidade do Extremo Sul Catarinense – UNESC Página 2
sustentabilidade anuais (RSA 2013 e 2014) dessas empresas. Quanto aos procedimentos metodológicos a elaboração da pesquisa se dará pelo método dedutivo com uma abordagem qualitativa e quantitativa, verificando se as informações publicadas pelas empresas nos relatórios de sustentabilidade anuais (RSA) possuem alinhamento entre o que é voluntário e não voluntário. É documental esse estudo porque utiliza os relatórios de sustentabilidade anuais (RSA) das empresas, e o meio de investigação será através da análise de conteúdo. Os indicadores GRI (Global Reporting Iniciative) serão os parâmetros utilizados para determinar o grau de aderência de cada empresa citada no que se refere às práticas de sustentabilidade voluntárias e não voluntárias.

Palavras-Chave: Organizações; Desenvolvimento Sustentável; Indicadores de Sustentabilidade.


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