TRAJETÓRIA DE INTEGRADOS AVÍCOLAS NO SUL CATARINENSE, 1980-2014

João Henrique Zanelatto, Gilvani Mazzucco Jung

Resumo


O resumo expõe de forma breve intensão da pesquisa e dissertação, através de sua estrutura. Nesse sentido, busca contribuir para pensar processo de transformação das relações rurais em Santa Catarina através da atividade agroindustrial avícola no âmbito socioeconômico. A avicultura em Santa Catarina se caracteriza atividade de ponta em tecnologia e produtividade. Para sua efetivação contou com circunstâncias históricas favoráveis, de progressiva incorporação técnica, realizada na ligação agroindustrial com parceiros ou integrados. Em maioria pequenos proprietários capitalizados, agricultores ou não, mas mantendo certa proximidade com agricultura. Encontramos uma variedade de perfis de avicultores, mais ou menos modernizados. Podemos via de regrar demarca uma continuidade de suas trajetórias ao logo dos últimos 35 anos entre “pioneiros” e “novos produtores”. Por um lado, permanência ou decréscimo de outras fontes de renda, e sucessiva evolução tecnológica, que pressupõe investimentos e adequações, relacionado com comando do desenvolvimento da atividade, em processos técnicos agroindustriais. Seletividade na avicultora é elemento constante que traduz seleção/exclusão. A integração significa em termos produtivos, vinculação entre agroindústria-frigorífico fornecedora de insumos e compradora da matéria prima, e produtor que arca com estrutura e trabalho, restituindo animais prontos para agroindústria-frigoríficos no final do ciclo. As vantagens da atividade para agroindústria e avicultores são relativas no consenso e dissenso. Se investimento dentro da unidade de produção libera força de trabalho, por conta da mecanização, eleva produtividade do trabalho. O capital agroindustrial pode ser categorizado nas relações com o rural, na tendência da manutenção do trabalho familiar e suas relações como um setor agroindustrial, em ondas sucessivas de apropriação das atividades produtivas. Tem-se lado-a-lado alta produtividade e “remuneração” que não condiz com alta produtividade da atividade. O trabalho não se torna mais fácil pela progressiva mecanização das unidades produtivas, mas expõe característica seleção/exclusão intrínseca da atividade agroindustrial. Assim, durante última crise no setor, em 2013, a parte mais frágil da relação não suportou o peso, no momento da transferência dos três frigoríficos, que passavam por histórico de “crise”, para JBS Foods, novo grupo que detém monopólio no Sul de Santa Catarina. A crise correspondia em grande medida, com valor pago inferior ao custo de produção, falta de insumo, péssima qualidade e fornecimento irregular. Muitos nesse processo foram desligados por não estarem em concordância com estratégias do capital. Dessa maneira, em 2013, no momento crítico para produtores transcorre tentativa de mobilização entre avicultores, frutífera no seu intento, mas que expõem o largo poder da empresa, na pressão exercida sobre seus
Universidade do Extremo Sul Catarinense – UNESC Página 2
representantes, até momento que redigimos o texto. Antigas práticas de submissão que determinaram os últimos anos, convivem com novas exigências, na dupla relação estabelecida que transpassa estabilidade construída na instabilidade. Na relação social mantem-se conveniências. Por um lado, falta de opção no curto prazo, endividamento, condicionando permanência e submissão, caracterizando verticalidade da integração. Por fim, busca por melhores preços, direitos básicos, e melhores condições de trabalho.

Palavras-chaves: Integração avícola; Relações rurais; Mundos do trabalho.


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