PERFIL DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS PLÁSTICAS, QUÍMICAS E FARMACÊUTICAS DE CRICIÚMA E REGIÃO

Gilvan Felipe Teixeira de França, João Henrique Zanelatto

Resumo


Os trabalhadores nas empresas das indústrias plásticas, químicas e farmacêuticas de Criciúma e região integram uma categoria com mais de 11 mil trabalhadores, representados por um sindicato que tem base territorial em 29 municípios do sul de Santa Catarina. Uma pesquisa realizada entre os meses de janeiro e fevereiro de 2016, com 400 entrevistados, indicou o perfil destas categorias profissionais. Do total, 63% dos trabalhadores percebem menos de dois salários mínimos, mais de 50% têm até 30 anos de idade. O nível de escolaridade dos trabalhadores pesquisados, em maioria é de ensino médio completo,  com 34% do total. Trinta e nove entrevistados informaram ter concluído o ensino fundamental e 36 não concluíram esta fase. O curso superior foi completado por 26 trabalhadores, 33 não concluíram a graduação e 21 declararam ter curso de pós-graduação. À pergunta “Pretende continuar estudando?”, 247, ou 63% responderam afirmativamente, e 153 não pretendem retornar aos bancos escolares. Deste total, 83 respostas foram de trabalhadores com até 40 anos de idade, ou seja, 54% dos que não pretendem elevar seu nível de escolaridade. A rotatividade da mão-de-obra fica é explicitada pelo tempo de permanência dos trabalhadores na atual empresa: mais de 40% no mesmo emprego até há três anos. As mulheres ocupam 37% dos postos de trabalho, conforme os dados da RAIS 2014 do Ministério do Trabalho e Emprego. A categoria supera a média nacional (18%) no quesito sindicalização, e os associados ao sindicato são minoria entre os entrevistados: 27%. O espaço mais democrático na organização dos trabalhadores são as assembleias convocadas pelo sindicato para debater questões específicas, estatutárias ou de interesse coletivo. Mais da metade dos entrevistados, 55,3%, declarou que não participa de assembleias da categoria, um total de 221 trabalhadores. “Às vezes” foi a resposta de 127 entrevistados, ou 31,8% do total e somente 13%, 52 entrevistados, afirmaram que “sempre” participam das assembleias. A consulta apurou que o panfleto continua sendo o veículo mais eficiente para ter informações sobre assuntos de interesse da categoria. Entre os pesquisados, 86% acessam a internet e 69% se conectam diariamente à rede mundial de computadores. Dos 400, 298 têm perfis na rede social Facebook e 234 participam de conversações pelo aplicativo Whatsapp.

Palavras-chave: Mundo do trabalho; Organização de trabalhadores. Químicos de Criciúma.


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