A SUBSUNÇÃO DO TRABALHO ONTOLÓGICO NAS SOCIEDADES MERCANTIS: FETICHE E REIFICAÇÃO

Laís Trajano Alves

Resumo


O objetivo deste paper é, em um primeiro momento, apresentar a categoria Trabalho em suas determinações mais abstratas — isso por não apresenta-la, ao menos não inicialmente, no âmbito social —, abstraindo suas características ontológicas no intuído de apresentar a categoria do trabalho como a categoria fundante do ser social tal qual nos apresenta Marx; em um segundo momento apresentar o trabalho tal qual este aparece nas sociedades mercantis, demonstrando como nestas sociedades o capital, nega dialeticamente, o que há de ontológico no trabalho. Fazendo isso á luz das categorias fetiche e reificação, demonstrando que nestas sociedades os indivíduos estabelecem suas relações sociais como compradores e vendedores de mercadorias e que as relações sociais são mediadas pelas coisas, fazendo com que às relações sociais apareçam para os homens como uma relação entre coisas e não como de fato são, relações entre pessoas. A coisa se humaniza e o humano se coisifica. Essa é a inversão própria das sociedades mercantis que Marx chamou de fetiche da mercadoria.
Palavras-chave: Trabalho Ontológico. Mercadoria. Força de Trabalho. Fetiche. Reificação.


Texto completo:

PDF


Direitos autorais 2018 Seminário de Ciências Sociais Aplicadas

ISSN 2236-1944