SILÊNCIO E MEDO: OS DESCENDENTES DE IMIGRANTES EUROPEUS FRENTE A NACIONALIZAÇÃO E A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

Renata Souza do Nascimento Cesário, João Henrique Zanelatto

Resumo


A década de 1930 e 1940 foi marcada por muitas tensões tanto do ponto de vista interno como externo. Externamente ocorria o surgimento e fortalecimento dos regimes totalitários. Internamente a ascensão de Getúlio Vargas ao poder em 1930. Essas mudanças interferiram significativamente na organização social e política brasileira. Após o movimento de 1930 Getúlio Vargas assume o poder e influenciado pelos fascistas europeus, mostra em seu governo traços desse autoritarismo criando um nacionalismo extremo, encobrindo a violência existente em seu discurso. Vargas com apoio do exército extinguiu os partidos políticos, suspendeu a constituição vigente desde 1891, dissolveu todo o congresso nacional, nomeando interventores (governadores), tenentes, para os estados, diminuindo assim a autonomia política de cada região, e ainda mantinha militares nos principais cargos administrativos de seu governo. Em Santa Catarina nesse contexto as disputas sociopolíticas e econômicas se processaram entre os grupos/famílias provenientes de regiões distintas do estado. No Vale do Itajaí estavam concentrados imigrantes europeus e seus descendentes representados pela família Konder e ligados ao comércio e a indústria em crescimento. Do planalto Serrano estava os membros da família Ramos representando a elite luso-brasileira e vinculada ao latifúndio. Esses últimos apoiaram Vargas nas eleições e no movimento de 1930 e foram alçados ao comando do estado no pós-30. Ao assumirem o poder no estado iniciaram uma campanha contra as áreas de imigração europeia por meio da campanha de nacionalização que foi se intensificando ao longo dos anos de 1930 e ampliado com a Segunda Guerra Mundial. Assim o objetivo desta pesquisa foi perceber como os descendentes de imigrantes europeus e seus descendentes no Sul Catarinense vivenciaram o contexto da política de Nacionalização e da Segunda Guerra Mundial. Como fonte, além da produção historiográfica sobre o tema, foi utilizado a imprensa e as memórias dos descendentes de imigrantes europeus.
Palavras – chave: Nacionalização, Segunda Guerra, Imigrantes.


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