POLÍTICA DE RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL NAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS COOPERATIVAS

Amilde Adilio Cardoso, Erico Souza Costa, Fernando Alves Silveira, Miguelangelo Gianezini

Resumo


O estudo utilizou como pressuposto a constatação de que as Instituições Financeiras Cooperativas (IFC), para serem sustentáveis, necessitam desenvolver políticas de responsabilidade socioambiental com a finalidade de minimizar, além dos impactos causados por sua atividade própria, os impactos ambientais indiretos provenientes de quando exercem seu papel de intermediador financeiro. Neste sentido, objetivou-se evidenciar a avaliação do risco socioambiental na concessão de crédito, caracterizando-a como prática de responsabilidade socioambiental para análise dos riscos das operações de financiamento da IFCs. A partir desta visão as instituições financeiras compreenderam que devem desenvolver uma política de Responsabilidade Social Corporativa (RSC) e de sustentabilidade integradas a sua estratégia e às práticas do negócio, pois o risco de imagem (reputação) pode representar custos com impactos sobre a receita, além do risco legal (multas) e do risco de crédito (inadimplência). Em complemento, há neste quadro os pressupostos do desenvolvimento sustentável, que tem alterado o paradigma do pensamento econômico tradicional, mudando a visão de que o meio ambiente é externo e alheio às atividades orgaizacionais, sendo apenas o provedor dos recursos naturais. Esta nova visão mostra que a sociedade, a economia e o meio ambiente são interdependentes e que o desenvolvimento sustentável deve estar presente nas políticas e iniciativas das organizações, e por conseguinte adotar práticas sustentáveis é uma demonstração de que buscam atuar com responsabilidade socioambiental. Com as instituições financeiras não é diferente, mesmo que em uma análise superficial suas atividades próprias não causem grandes impactos ambientais diretos. As IFC por exemplo, causam impactos ambientais indiretos quando exercem seu papel de intermediador financeiro, ou seja, é neste momento que surge o potencial de impacto ambiental das operações de crédito, investimento ou financiamento de projetos realizados pelos seus clientes. Em uma pesquisa qualitativa e descritiva, a metodologia utilizada no estudo baseou-se no levantamento de informações e análise bibliográfica do tema mediante consulta na base de dados SciELO com os termos: “desenvolvimento; sustentabilidade; indicadores” e na análise dos relatórios de sustentabilidade das instituições financeiras cooperativas. O levantamento bibliográfico sobre o conceito de desenvolvimento sustentável buscou sua correlação com o termo sustentabilidade, demonstrando a evolução do pensamento e engajamento da sociedade nos temas ambientais. Como resultado foram investigados e descritos os princípios de sustentabilidade presentes nos relatórios divulgados pelos dois principais bancos cooperativos do Brasil, a partir de análise realizada nos relatórios de sustentabilidade divulgados pelas instituições referentes aos anos 2015 e 2016. Constatou-se que há outros relatórios disponíveis em seus websites, selecionando o conteúdo padrão do relatório Global Reporting Initiative (GRI) e, portanto, fica evidenciada a necessidade de implementar programas para o desenvolvimento de políticas formais de sustentabilidade.
Palavras-chave: Sustentabilidade. Responsabilidade social corporativa. Indicadores. Crédito.


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