POSSÍVEIS CAMINHOS E RESULTADOS DA INOVAÇÃO FINANCEIRA

Guilherme Spiazzi dos Santos, Silvio Parodi Oliveira Camilo

Resumo


A invenção e a inovação, apesar de interligadas no processo que conduz a mudanças na sociedade, não são a mesma coisa. Para se tornar uma inovação, a invenção precisa ser levada até o mercado, pois do contrário, ela se torna algo irrelevante sob o ponto de vista econômico. A literatura aponta para diferentes tipos de inovação, sendo que, as de maior relevância são as definidas pela teoria do desenvolvimento econômico e o manual de Oslo. De acordo com a teoria do desenvolvimento econômico a inovação pode ser de produto, processo, organizacional, comportamento de mercado ou matéria-prima. De forma semelhante, o manual afirma que ela será de produto, processo, de marketing ou organizacional. Já os incentivos que conduzem ao processo de inovação estão ligados ao seu local e época, fazendo da inovação um subproduto do desejo, necessidade, tendência, carência, ou demanda. Feita a inovação, entra a questão de proteção com relação ao uso da ideia, sua capitalização e o impedimento da entrada no mercado de barrando outros que por ventura surjam com a mesma ideia. Esta proteção encontra sua razão na natureza competitiva do mercado e lança a organização a uma posição de monopólio, cabendo à firma a substituição do próprio produto a fim de assegurar sua vantagem, realizando a chamada destruição criadora, assim dificultando a entrada de concorrentes. Aliado a ideia de vantagem competitiva, existe o objetivo de descobrir necessidades futuras do consumidor, o que leva as organizações a cortejarem o cliente a partir de inovação de processo, como, por exemplo, acontece no serviço bancário. Desta forma, o sistema financeiro, do qual o sistema bancário faz parte, também está sujeito à inovação. Considerando que a função primária do sistema financeiro é facilitar a mobilização e alocação de recursos econômicos entre investidores e usuários, as novas formas de realizar este processo ou os novos métodos e tecnologias que conduzem a realização da tarefa configuram a inovação financeira (IF). A IF não é um fenômeno novo e os seus efeitos podem ser observados a partir dos benefícios associados à expansão do comércio e o aumento no padrão de vida. A literatura traz que há uma diferença substancial entre a IF e a inovação que ocorre na indústria de manufatura. A principal dentre várias é o fato da IF dificilmente ter a garantia do registro de patente. Além disso, dada a sua natureza, a IF é alvo de agências reguladoras federais, fazendo com que o agente inovador possa se deparar com barreiras impostas que precisam ser aceitas, comprometendo recursos, ou contornadas, exigindo esforços da firma. Soma-se a isso a relação existente entre instituições financeira, que ora competem entre si, ora buscam soluções que visam à criação de padrões para facilitar a interação entre elas. A partir das diferenças apontadas pela literatura a presente pesquisa em andamento se propõe a compreender o caminho percorrido pelas instituições financeiras na busca pela inovação, a influência da tecnologia, o papel da demanda, dos órgãos reguladores e impacto gerado pela inovação financeira nas organizações e sociedade.
Palavras – chave: Instituições Financeiras, Tecnologia, Mudança de Mercado.


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ISSN 2236-1944