GOVERNANÇA E COOPERATIVA: NÍVEL DE GOVERNANÇA NAS COOPERATIVAS DE SANTA CATARINA

Erico Souza Costa, Melissa Watanabe

Resumo


Ao passo do processo de desenvolvimento das organizações, uma dinâmica sadia, fluida e bem articulada das inter-relações dos agentes envolvidos na sua constituição produtiva e operacional, configura-se como de vital importância. Neste sentido, ao que cabe a Teoria da Agência, as organizações cooperativas também requisitam nível significativo de governança a fim de equilibrar e alinhar interesses dos agentes componentes de sua estrutura. Por sua vez, sendo as cooperativas caracterizadas como organizações sem fins lucrativos e de caráter de autogestão e, dependendo de sua atividade-fim e/ou risco financeiro, os associados/cooperados podem apresentar baixa motivação a acompanhar ou participar do processo administrativo. Dada à dupla natureza do cooperado - agente produtor e consumidor para cooperativas de produtos; agente investidor/poupador e tomador de crédito nas cooperativas de crédito - verificam-se dentro do seu processo, diferentes graus de motivação e interesses e neste caso, a gestão dos conflitos acontece entre principal-principal. Portanto, as práticas de governança ensejam importante instrumento balizador no propósito de adequação e orientação a eficaz funcionalidade das organizações cooperativas, viabilizando assim sua sustentabilidade e continuidade. Esta pesquisa tem por objetivo examinar o grau de adequação por parte das cooperativas catarinenses as práticas de governança, verificando: os fatores condicionantes a sua prática; o processo de adequação e aplicação do sistema de governança; impactos e características mais relevantes acerca dos modelos internos de governança implementados as organizações cooperativas. A presente pesquisa se desenvolverá como processo descritivo-explicativo em duas etapas: num primeiro momento pela leitura de material bibliográfico e artigos científicos, a adequação e entendimento das Organizações Cooperativas enquadradas dentro da Teoria da Agência e nos Princípios da Teoria da Governança; num segundo momento, serão tomadas as informações disponíveis juntamente ao Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina – OCESC, a fim de verificar o grau de governança das cooperativas catarinenses. No momento verificam-se juntamente a OCESC, informações de 263 cooperativas, com um total de 2.294.724 cooperados contemplando 60.532 empregos. A importância ao tema se dá pela relevância e impactos positivos atribuídos ao meio cooperativo nas economias e principalmente na economia brasileira e, uma vez que estas estejam alinhadas com as práticas de governança, pressupõe-se uma melhor Inter cooperação dos membros associados às cooperativas.
Palavras-chave: Cooperativismo, Governança, Sustentabilidade, Autogestão, Conflitos.


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