REFLEXOS E DIRECIONAMENTOS DA ECONOMIA CRIATIVA: TRAJETÓRIA E PERSPECTIVAS DA PESQUISA NO BRASIL

Camila Machado Bardini, Melissa Watanabe

Resumo


Piketty (2014) apresenta o desenvolvimento como uma grande melhoria das condições de vida desde o século XIX, devido a fatores como serviços de saúde e educação. As demandas geram readaptação da economia, uma delas considera-se como economia criativa, a qual possibilita manifestar seus valores estratégicos otimizando as estruturas da economia. Alguns autores a define como grande potencialidade de desenvolvimento, quando a união das habilidades criativas e do conhecimento econômico possibilitam a elaboração de ideias inovadoras que transformam o envoltório desse contexto e geram competitividade, valor agregado, permitindo reestruturação econômica local, regional e nacional (HOWKINS, 2001; CAVES, 2002; FLORIDA, 2002). É dessa maneira que a economia criativa vem buscando agir, como um propulsor do desenvolvimento socioeconômico que tem como uma de suas principais características a inovação, tornando-se uma alternativa exequível para os países em desenvolvimento (UNCTAD, 2008). Direcionando à abordagem ao contexto acadêmico, a economia criativa possui elementos fundamentais que podem beneficiá-la. Um destes é a Universidade, considerada potencialidade para ela auxiliando diretamente o desenvolvimento socioeconômico. Isso se dá pelo fato da economia criativa não ser gerada apenas por meio das atividades das indústrias criativas, mas sim com o auxílio das pesquisas universitárias (FLORIDA, 2002). Desta forma, para analisar se a economia criativa encaminha-se como uma possibilidade de fortalecimento do desenvolvimento socioeconômico, entende-se que especialmente no Brasil, ao observar o lócus dos estudos a partir de grupos de pesquisas, pode-se compreender como e por quais direcionamentos tais temáticas avançam no campo do conhecimento, bem como seus limites (ANDRADE; MACEDO; OLIVEIRA, 2014). A partir deste conjunto de informações, justifica-se o interesse em pesquisar e compreender o ambiente econômico criativo e a maneira com que ele acontece no âmbito industrial e científico. Assim, pode-se dizer que a economia criativa pode ser considerada uma estratégia de desenvolvimento socioeconômico, que tem como proposta a criação de ideias inovadoras que se transformam em negócios rentáveis ou fortalecem os já existentes, consequentemente contribuindo na geração de emprego, renda e elevando a qualidade de vida das pessoas. O questionamento é: De que maneira as pesquisas científicas brasileiras referente a economia criativa direcionam-se e como tais pesquisas são observadas considerando o contexto do desenvolvimento socioeconômico? Assim, o presente estudo possui como contribuição e objetivo principal a realização do mapeamento dos grupos de pesquisas certificados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), permitindo compreender os reflexos, direcionamentos, trajetória e perspectivas das pesquisas científicas brasileiras na temática da economia criativa. Sobre os procedimentos metodológicos, pode-se dizer que a pesquisa se mostra de cunho descritivo, o qual empregou-se de uma coleta de dados que possibilita a compreensão da temática e do mapeamento, tanto dos grupos de pesquisas, quanto do âmbito industrial nas Unidades de Federação e principais municípios. Os resultados que esse levantamento e análise de dados proporcionam, são utilizados como base, para que posteriormente possa-se avançar e alcançar outros objetivos, como a aplicação da ferramenta Survey e subsequentemente a realização de entrevistas em profundidade. A pesquisa ainda é considerada de natureza aplicada, com caráter interdisciplinar e abordagem qualitativa.

Palavras-chave: Economia Criativa; Desenvolvimento Socioeconômico; Grupos de Pesquisa


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