ANÁLISE DO IMPACTO DA FORMAÇÃO TÉCNICA DE NÍVEL MÉDIO DO IFSC-CÂMPUS CRICIÚMA, NA CARACTERIZAÇÃO PROFISSIONAL DOS EGRESSOS ENTRE OS ANOS DE 2012 E 2016

Marcos Luis Grams, Ana Cristina de Castro, Carlos Daniel Ofugi, Sergio Silveira

Resumo


No caso das instituições formativas, costuma-se considerar como “egressos” aqueles que passaram por um processo específico, obtendo sucesso. Caracterizam-se, portanto, como a expressão, junto à sociedade, do resultado almejado pela instituição. Daí sua importância, especialmente no caso das instituições públicas de educação, cujo sucesso se caracteriza justamente pela articulação deste egresso com o tecido social. No âmbito da educação técnica e tecnológica, esta preocupação antecede o atual modelo dos Institutos Federais e está associado à sua missão institucional, no sentido, especialmente, de identificar constantemente novos perfis profissionais e adequar a oferta de cursos às demandas dos setores produtivos. Para tanto, precisam criar sistemas de acompanhamento permanente de egressos e estudos de demanda profissional. No Instituto Federal de Santa Catarina - IFSC, o Plano de Desenvolvimento Institucional-PDI, evidencia a presença dos egressos em vários momentos, desde a composição como membros natos do Conselho Superior - CONSUP, quanto como público privilegiado de ações e projetos de pesquisa e extensão e da definição da oferta de cursos. No entanto, não obstante o esforço institucional, um dos grandes desafios continua sendo a aderência entre a oferta dos cursos e a demanda existente no âmbito do trabalho, especialmente quando verificada a partir da complexa dinâmica que se estabelece no arranjo produtivo que modela o desenvolvimento local e regional. Neste trabalho, relata-se uma investigação realizada junto aos egressos dos cursos técnicos, com o objetivo de verificar o impacto da formação técnica na inserção no mundo do trabalho e nas condições econômicas de suas famílias. Metodologicamente, caracteriza-se como uma pesquisa exploratória, realizada junto a uma amostra não-probabilística de 454 sujeitos, em um universo de egressos nos cursos técnicos de nível médio nas áreas de Edificações, Eletrotécnica e Mecatrônica, entre os anos de 2012 e 2016, tendo como categorização a inserção no mundo do trabalho. Como técnica, utilizou-se um questionário na plataforma “Formulários Google”, composto por 21 questões fechadas e cinco questões opcionais abertas, o qual foi enviado por e-mail ou mensagem telefônica, tendo sido respondido por 135 sujeitos, dos quais 90 situam-se no grupo de categorização. Especificamente no campo da relação entre a formação e o mundo do trabalho, as dimensões observadas foram: o tipo de vínculo profissional; a atuação na área de formação; a relação entre o nível de exigência do mercado e a formação recebida; e, o impacto da formação na renda familiar. Verificou-se que embora a maioria (78,0%) mantenha vínculo empregatício, um percentual significativo (22,0%) exerce atividades profissionais como autônomo. Neste sentido, destaca-se o fato de mais da metade dos respondentes (54%) atuarem na área da formação técnica, a qual foi considerada pela maioria (84,0%) como compatível ou superior à própria exigência do mercado. Por fim, verificou-se que, para a maioria (58,0%) dos respondentes, a formação técnica resultou em aumento da renda familiar. Conclui-se pela necessidade de consolidar, no âmbito do IFSC-Câmpus Criciúma, o acompanhamento continuo da relação entre a oferta de cursos e a inserção dos egressos no mundo do trabalho, não obstante os significativos resultados verificados na presente investigação. Palavras – chave: Nível Médio, IFSC – Câmpus, Caracterização Profissional

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