DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS: UM ESTUDO NO SUL DE SANTA CATARINA

Beatriz Antunes Giusti Furtado, Lisiane Tuon

Resumo


As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) matam precocemente 15 milhões de mulheres e homens mundialmente, com faixa etária entre 30 e 70 anos de idade, tornando-se um dos grandes desafios de desenvolvimento no século XXI. No Brasil, nas últimas décadas passaram a liderar as causas de óbito no país, chegando a 72% das causas de mortes, ultrapassando as taxas de mortalidade por doenças infecciosas e parasitárias, constituindo um problema de saúde de grandes proporções. São consideradas um conjunto de doenças que tem múltiplos fatores de risco, modificáveis como características, os quais podem percorrer por períodos de latência prolongados e estão associados a deficiências funcionais como também incapacidades, mas são passíveis de ações preventivas de promoção e prevenção da saúde. Como exemplos das DCNT podemos citar as doenças cardiovasculares, cerebrovasculares, câncer, diabetes, doenças respiratórias crônicas, de modo que a OMS agrega as desordens mentais e neurológicas, desordens genéticas, osteoporoses e patologias oculares e auditivas, as doenças bucais, ósseas e articulares. O Ministério da Saúde vem planejando ações com diversos setores governamentais e não governamentais com objetivo de promoção, prevenção e controle destas doenças, as quais são passíveis de prevenção e custam caro ao setor de saúde brasileiro. De acordo com a Secretaria de Estado de Santa Catarina, as DCNT estão associadas a 73,5% das causas de mortalidade no Estado, destacando-se as doenças cardiovasculares, doenças respiratórias crônicas, câncer e diabetes. Diante disto, em 2005, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE), a Secretaria de Estado de Saúde através da Gerência de Vigilância de Agravos Infecciosos, Emergentes e Ambientais (GEVRA), elaborou na sua estrutura organizacional a Divisão do Plano de Doenças e Agravos Não Transmissíveis (DANT) com a finalidade de vigilância, prevenção e controle destas doenças, fortalecendo ações de Promoção da Saúde em Santa Catarina. Objetivo: O presente trabalho tem o objetivo de analisar as políticas públicas brasileiras e catarinenses de promoção e prevenção de saúde que são realizadas no Sul do Estado de Santa Catarina, compreendendo a ação dos gestores responsáveis pela implantação destas políticas. Metodologia: Pesquisa exploratória e quantitativa, em que será realizado um diagnóstico sobre as ações de promoção e prevenção das DCNT no Sul de Santa Catarina, através de questionário com questões fechadas e apresentado na reunião da comissão de gestores regionais. O local escolhido para o estudo é composto por 27 municípios localizados ao Sul de Santa Catarina, os quais compõe a Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense (AMESC) e Associação dos Municípios da Região Carbonífera (AMREC). Nesse sentido, serão também analisados os componentes de ordem político-institucional, logístico, como também desafios e dificuldades enfrentadas na gestão das políticas em questão. A pesquisa será iniciada após aprovação pelo Comitê de Ética e Pesquisa em Seres Humanos da Universidade do Extremo Sul Catarinense.

Palavras – chave: Doenças Crônicas, Saúde Coletiva, Promoção da Saúde, Políticas Públicas.


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