PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS PACIENTES BIPOLARES DAS CLÍNICAS INTEGRADAS DA UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE

Autores

  • Ivo Marcos Darella Lorenzin Fernandes Neto Curso de Medicina, Universidade do Extremo Sul Catarinense, Av. Universitária, 1105 - Bairro Universitário CEP: 88806-000 - Criciúma-SC.
  • Pedro Henrique Barp Réus Curso de Medicina, Universidade do Extremo Sul Catarinense, Av. Universitária, 1105 - Bairro Universitário CEP: 88806-000 - Criciúma-SC.
  • Willian Gabriel Odorcik Curso de Medicina, Universidade do Extremo Sul Catarinense, Av. Universitária, 1105 - Bairro Universitário CEP: 88806-000 - Criciúma-SC.
  • Luiz Felipe Andrade Quadros Laboratório de Psiquiatria Translacional do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Universidade do Extremo Sul Catarinense
  • Samira Da Silva Valvassori Laboratório de Psiquiatria Translacional do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Universidade do Extremo Sul Catarinense

DOI:

https://doi.org/10.18616/inova.v15i1.5769

Resumo

Objetivo: Descrever o perfil epidemiológico dos pacientes com Transtorno Bipolar (TB) atendidos nas Clínicas Integradas da Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), durante o período de 2017 a 2018. Métodos: Aplicou-se nos pacientes um questionário sobre dados sociodemográficos e sua a condição médica, bem como suas medicações utilizadas. Também foi aplicada a escala de Young para mania e a escala de Hamilton para depressão. Resultados: A média de idade dos pacientes foi de 42,85 anos, com desvio padrão de ± 12,96, de sexo predominante feminino 82,4%, da etnia branca 85,3%. O TB do tipo I foi o mais frequente com 82,4% e a depressão foi o principal episódio de humor em que se encontravam os pacientes no momento da entrevista, com 61,8% da amostra. Quando avaliada internação, 41,2% foram internados em algum momento de suas vidas, sendo que a depressão foi principal motivo de internação, representando 50% dos casos. Dentre os pacientes, 64,7% já tentaram suicídio, além disso, 64,7% tinham familiar com algum transtorno psiquiátrico. Todos os pacientes avaliados já fizeram uso de algum tipo de medicação psiquiátrica, dentre os medicamentos, destacou-se: estabilizadores de humor, com 70,6% dos casos. Conclusão: O perfil epidemiológico obteve como destaque uma propensão maior ao sexo feminino, etnia branca, subtipo mais comum é o subtipo I e a depressão se manifestou mais comumente; além disso, a maioria dos pacientes tentaram suicídio em algum momento de suas vidas.

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Publicado

2023-03-17

Edição

Seção

Epidemiologia