PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA SÍFILIS CONGÊNITA NO ESTADO DE SANTA CATARINA ENTRE DE 2011 A 2021

Autores

  • Ana Luísa Schmidt Ferreira UNESC
  • Eliana Marcon Cadorin UNESC
  • Nicole Luiza Rizzotto
  • Ingrid da Paz Bauer
  • Letícia Martins da Silva
  • Maria Clara Scarabelot Rech

DOI:

https://doi.org/10.18616/inova.v13i3.8326

Resumo

A sífilis congênita, causada pelo Treponema pallidum, ocorre em nascido vivo, aborto espontâneo de feto ou natimorto proveniente de mãe com evidência sorológica de sífilis1. Tal infecção pode resultar em complicações como feto natimorto e morte neonatal2. Assim, esta pesquisa teve como objetivo analisar o perfil clínico-epidemiológico da sífilis congênita no estado de Santa Catarina (SC) durante o período de 2011 a 2021. Para isso, foram utilizados os dados disponíveis no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). A partir desses dados, foram notificados 4.373 casos de sífilis congênita em SC neste período, sendo 47,98% do sexo feminino e 46,86% do sexo masculino. A raça mais acometida foi a branca (77,86%), seguida da raça parda (6,79%).  O diagnóstico na criança ocorreu majoritariamente em até 6 dias de vida (96,71%) resultando em 91,77% dos casos com sífilis congênita recente. O grupo etário entre 15-29 anos representou 75,85% das infecções maternas e a escolaridade materna predominante foi ensino fundamental incompleto (34,44%). Dessas mulheres, 85,64% realizaram pré-natal e 66,57% tiveram o diagnóstico de sífilis congênita durante o acompanhamento da gestação e apenas 19,67% dos parceiros realizaram o tratamento. Com isso, 1,37% das crianças foram a óbito. Então, é fundamental que a assistência pré-natal seja realizada, a fim de que o rastreio de doenças sexualmente transmissíveis ocorra precocemente, bem como para a instituição da terapêutica adequada.

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Publicado

2023-12-08