Desenvolvimento Socioeconômico em Debate https://periodicos.unesc.net/ojs/index.php/RDSD <p><strong>Revista do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Socioeconômico da UNESC (Mestrado &amp; Doutorado)</strong></p> <p>Nas instituições universitárias de todo o mundo, a pós-graduação é considerada espaço de produção de conhecimento e formação de pesquisadores. No Brasil este nível educacional recebe apoio de agentes estatais como a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que têm fomentado a produção científica neste ambiente, contribuindo para consolidar o sistema nacional de Pós-Graduação e projetar o país no cenário científico internacional. Neste processo, as universidades comunitárias - como a Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC) - têm conquistado seu espaço, por meio de novos canais de divulgação da sua produção científica. Assim, observando este contexto, aliado às perspectivas para divulgação da produção científica interdisciplinar da UNESC, bem como o intercâmbio com outras IES e pesquisadores nesta área do conhecimento, o Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Socioeconômico criou a <strong>Revista Desenvolvimento Socioeconômico em Debate (RDSD)</strong>.</p> <p>A <strong>RDSD </strong>informa que está recebendo artigos, ensaios e resenhas, para seus próximos números. Confira o escopo e normas no portal da revista.</p> <p><strong>Periódico publicado com apoio do CNPq e da CAPES (Contemplado na Chamada Pública CNPq/CAPES 18/2018 – Programa Editorial).</strong></p> UNESC pt-BR Desenvolvimento Socioeconômico em Debate 2446-5496 <p>Declaro (amos) que a pesquisa descrita no manuscrito submetido está sob nossa responsabilidade quanto ao conteúdo e originalidade, além de não utilização de <em>softwares</em> de elaboração automática de artigos. Concordamos ainda com a transferência de direitos autorais a Revista Desenvolvimento Socioeconômico em Debate. </p><p>Na qualidade de titular dos direitos autorais relativos à obra acima descrita, o autor, com fundamento no artigo 29 da Lei n. 9.610/1998, autoriza a UNESC – Universidade do Extremo Sul Catarinense, a disponibilizar gratuitamente sua obra, sem ressarcimento de direitos autorais, para fins de leitura, impressão e/ou<em> download</em> pela internet, a título de divulgação da produção científica gerada pela UNESC, nas seguintes modalidades: a) disponibilização impressa no acervo da Biblioteca Prof. Eurico Back; b) disponibilização em meio eletrônico, em banco de dados na rede mundial de computadores, em formato especificado (PDF); c) Disponibilização pelo Programa de Comutação Bibliográfica – Comut, do IBICT (Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia), órgão do Ministério de Ciência e Tecnologia.</p><p>O AUTOR declara que a obra, com exceção das citações diretas e indiretas claramente indicadas e referenciadas, é de sua exclusiva autoria, portanto, não consiste em plágio. Declara-se consciente de que a utilização de material de terceiros incluindo uso de paráfrase sem a devida indicação das fontes será considerado plágio, implicando nas sanções cabíveis à espécie, ficando desde logo a FUCRI/UNESC isenta de qualquer responsabilidade.</p><p>O AUTOR assume ampla e total responsabilidade civil, penal, administrativa, judicial ou extrajudicial quanto ao conteúdo, citações, referências e outros elementos que fazem parte da obra.</p> O perfil socioeconômico e de gestão das agroindústrias familiares que fazem parte da Cooperativa Descentralizada de Produtos Coloniais e Artesanais- Cooloniale https://periodicos.unesc.net/ojs/index.php/RDSD/article/view/6773 As agroindústrias estão entre as estratégias de reprodução socioeconômica para muitos agricultores familiares. No entanto, enfrentam dificuldades de organização e de gestão econômicas de mercado. Uma das formas de organização das agroindústrias tem sido as cooperativas descentralizadas. Este é o caso específico do <em>lócus</em> deste estudo, o da Cooperativa de Produtos Coloniais e Artesanais- Cooloniale, localizada no munícipio de Pejuçara-RS. Este estudo teve a finalidade de caracterizar o<strong> </strong>perfil socioeconômico e da gestão das agroindústrias familiares que fazem parte da Cooloniale. Para isso, foi desenvolvida uma pesquisa qualitativa, exploratória e descritiva e como procedimento técnico, o Estudo de Caso da Cooloniale. O procedimento de coleta dos dados ocorreu por meio de entrevistas realizadas com os agricultores das agroindústrias familiares rurais pertencentes à Cooloniale. Pode-se considerar que as agroindústrias rurais familiares representam uma importante fonte de renda aos produtores e que a Cooloniale tem um papel fundamental, garantido a comercialização destes produtos Claudia Maria Prudêncio De Mera Louse Bergoli Moreira Copyright (c) 2022 Revista Desenvolvimento Socioeconômico em Debate 2022-11-29 2022-11-29 8 1 Desempenho produtivo dos agronegócios da formação sócio-espacial do sul catarinense (2003-2016) https://periodicos.unesc.net/ojs/index.php/RDSD/article/view/6964 <p>Os agronegócios do sul catarinense representam 12,6% do Valor Adicionado Bruto total da agropecuária catarinense, com participação significativa na produção de arroz (61,1%), no processamento da mandioca (31,1%), de fumo (18,3%), de bovinos (13,1%), de frango (12,2%) e de suínos (6,4%). Desvendar o desempenho produtivo desses agronegócios na dinâmica urbana da formação sócio-espacial do Sul do estado de Santa Catarina pós-2003 é o objetivo deste artigo. Para tanto, trabalhou-se com informações como área plantada, valor bruto da produção, produtividade e participação na pauta exportadora catarinense. Esse desempenho veio acompanhado de alterações significativas nas estruturas produtivas rurais, indicando um processo de expansão, concentração e dispersão da produção, que por sua vez, teve efeito direto na estrutura urbana no que diz respeito à questão geoeconômica.</p> Carlos José Espíndola Patrícia Volk Schatz Copyright (c) 2022 Desenvolvimento Socioeconômico em Debate 2022-11-11 2022-11-11 8 1 121 141 10.18616/rdsd.v8i1.6964 Apresentação https://periodicos.unesc.net/ojs/index.php/RDSD/article/view/7665 <p>A&nbsp;edição de número 1 de 2022, da Revista Desenvolvimento Socioeconômico em Debate (RDSD), do&nbsp;<strong>Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Socioeconômico da UNESC - Universidade do Extremo Sul Catarinense (Mestrado &amp; Doutorado), foi produzida e publicada num momento político e social histórico. Esta edição conta com o Dossiê Temático: Poder, Mídia e Democracia: usos e abusos, que de sua chamada para os artigos, em 1º de julho de 2022, até a finalização das revisões, abarcou o processo eleitoral do Brasil, momento no qual as <em>Fake News</em> ganharam espaço nas redes sociais e nos canais de conversa como <em>WhatsApp</em> e <em>Telegram</em>, em uma guerra de informações nas mídias tradicionais, incluindo o espaço das propagandas eleitorais gratuitas no rádio e na televisão. O dossiê conta com cinco artigos que refletem sobre os últimos anos do Brasil, inseridos em um contexto histórico, no qual fica claro que, infelizmente, a mídia, compreendida como espaço que reúne todos os meios de comunicação – jornal, rádio, televisão, revista, internet – foi e continua sendo um importante instrumento utilizado para legitimar e/ou desestruturar posições nos campos da economia, da política e da cultura. É, sem dúvida, um espaço de disputa de poder. </strong></p> <p><strong>A primeira pesquisa </strong>O “mundo cão” e a tropa de elite: a discriminação da violência sagrada e da violência profana, do mestre Leonardo Corrêa Figueira (UFF) e doutor Marcos e Alexandre dos Santos Albuquerque (UERJ), analisa o longa-metragem <em>Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro</em> (2010), do diretor José Padilha, a partir dos conceitos de “violência profana” e violência sagrada”. Os autores observam atentamente como a discriminação está presente em alguns personagens. De um lado estão os que são éticos e se consideram moralmente corretos e podem, assim, praticar a violência de caráter sagrado. Do outro lado estão os corruptos e imorais que praticam a violência de caráter profano. Dois tipos de violências e sem justificativas. Maquiavel e Foucault estão entre os autores que contribuem para a compreensão do maniqueísmo presente na sociedade real e nos programas de televisão sensacionalistas que focam no mundo cão a partir das denúncias e opiniões dos seus apresentadores, sempre cheios de preconceitos e discriminação. &nbsp;</p> <p>O artigo <strong>Ressurge a Democracia? A influência da mídia no processo político brasileiro</strong>, da mestra Jéssica Maria Bertoli (UFA) e do professor Luiz Antonio Staub Mafra (UFA), utiliza a metodologia da Análise do Discurso, embasado em Fairclough, para estudar dois editorais do Grupo Globo: um de apoio ao regime militar brasileiro (1964) e outro de retratação a esse apoio (2013). Os pesquisadores inserem esses discursos em três categorias de análise e concluem, por exemplo, que a empresa faz uma tentativa de aproximação com seu público, que a partir de fatos históricos tenta justificar o seu posicionamento e deixa aberto como a mídia hegemônica pode e tem uma fala parcial e tendenciosa. Olhando para o cenário atual, eles identificam que casos como esses podem se repetir, principalmente porque não há uma regulamentação dos meios de comunicação. Meios que são concessões públicas e não empresas privadas e, por isso, têm uma função social dentro da sociedade, informando com ética e responsabilidade os fatos do cotidiano. No entanto, ao longo do artigo, os autores identificam a continuação do uso político das mídias e a interferência política presente nas narrativas dos acontecimentos. Mesmo que elas sejam contra a Democracia e em defesa do Grupo.</p> <p>No terceiro artigo, <strong>A Guerra Civil Espanhola (1936-1939) nas páginas do jornal <em>O Globo</em></strong>, o mestre Ramon Lamoso de Gusmão (Universidade Nova de Lisboa) faz uma análise do jornal brasileiro O Globo na cobertura da Guerra Civil Espanhola que aconteceu entre os anos de 1936 e 1939. A história do tempo presente tem sido contestada pelo revisionismo e perdeu força em 2020 quando o governo espanhol apresentou o projeto de Lei da Memória Democrática, substituindo a Lei de Memória Histórica, de 2007. O objetivo é reconhecer e reparar as vítimas dessa guerra e da ditadura franquista. Com a possibilidade de analisar o acervo digitalizado, portanto disponível na internet, o pesquisador faz um estudo detalhado das publicações produzidas por um veículo conservador, no período de 18 de julho de 1936 a 1º de abril de 1939. Para isso, examina o seu objeto a partir de quatro aspectos: o anticomunismo dos nacionalistas; o anticlericalismo dos republicanos; o envolvimento das potências estrangeiras; e o bombardeio de Guernica. De acordo com o autor, essa escolha está fundamentada em autores que estudaram e relataram a história da Guerra Civil.</p> <p>No artigo <strong>O papel da imprensa escrita na defesa do programa de desestatização do Governo Figueiredo (1979-1985</strong>), a doutoranda Valesca de Souza Almeida (UFF) pesquisa como a imprensa escrita defendeu com entusiasmo o programa de desestatização de empresas realizado pelo último governo da ditatura militar brasileira, do general João Baptista Figueiredo (1979-1985). Ela chama atenção do poder massivo que os meios de comunicação exercem e agem, em alguns momentos, a favor ou contra a Democracia a partir da forma como seus conteúdos são produzidos. Em matérias dos Jornais O Globo, Folha de São Paulo e Jornal do Brasil, a autora identifica elogios à desestatização do governo Figueiredo, com o uso de fontes autorizadas como os próprios donos dos jornais, ministros e representantes de diferentes áreas empresariais. Todos, de alguma forma, defendendo a iniciativa como necessária. Ao mesmo tempo, os jornais não deram espaço para o contraditório. Para aqueles que não concordavam com a desestatização.&nbsp;</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O quinto artigo deste dossiê trata de um tema que esteve presente na eleição de 2022 com muito mais força. Com o título <strong>A agenda setting das fake news: uma análise da desinformação contra a esquerda brasileira à luz da ciência política</strong>, a doutoranda em Ciência Política (UFScar) e Comunicação (UFPR) Miguel Quessada utiliza a análise de discurso para investigar como surgem e como se propagam as desinformações contra a esquerda brasileira e propõe uma tipologia das Fake News utilizadas. O estudo está delimitado a três partidos PC oB, PT e PSOL&nbsp; e a seis políticos: Fernando Haddad, Jean Wyllys, Manuela D’Ávila, Marcelo Freixo, Maria do Rosário e Marielle Franco. Para completar a pesquisa, a autora observou as desinformações que foram desmentidas por sites e agências de <em>fack-checking</em>, a saber: Aos Fatos, Boatos.org, E-farsas, Lupa e Estadão Verifica.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Além do dossiê est edição ainda conta com um relato de experiência com o título de <strong>Coleta seletiva de resíduos em prédios residenciais: relato dum experimento que dimensiona o desafio de atender às modestas expectativas da administração municipal</strong> e um artigo livre intitulado <strong>Desempenho produtivo dos agronegócios da formação sócio-espacial do sul catarinense (2003-2016)</strong></p> Izani Mustafá Isabele Mitozo Copyright (c) 2022 2022-11-11 2022-11-11 8 1 1 3 10.18616/rdsd.v8i1.7665 O “mundo cão” e a tropa de elite: a discriminação da violência sagrada e da violência profana https://periodicos.unesc.net/ojs/index.php/RDSD/article/view/7311 <p>No presente artigo apresentamos uma análise do longa-metragem <em>Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro</em> (2010), do diretor José Padilha, a partir dos conceitos de “violência profana” e violência sagrada”. Mais especificamente, trata-se de uma análise que almeja estabelecer os pormenores de como o enredo da obra em questão discrimina determinadas personagens entre aquelas que, por se tratarem de indivíduos “éticos” ou “moralmente corretos”, podem (ou mesmo devem) deter posse/levar à cabo uma violência de caráter sagrado, e aquelas que, sendo “corruptas” ou “imorais”, se encontram no âmbito de uma violência de caráter profano. Em outras palavras, temos uma discriminação entre uma violência correta/exaltável/justificada e uma violência condenável/incorreta/injustificável. Fato que leva esta análise a abordar as tramas da presente obra tanto no sentido de esclarecer até que ponto ela apresenta uma relação “moralista” entre determinados atores do cotidiano nacional (quais sejam, a mídia tradicional, a polícia responsável pela segurança pública, e as Forças Armadas) e o combate ao advento de um cenário sócio-político-cultural propício à ascensão e expansão de grupos milicianos quanto no sentido de indicar o possível risco simbólico que a elaboração das ditas tramas apresenta para a poliarquia brasileira. Qual seja, o de oferecer uma justificativa “moralista” para violações de direitos em nome da defesa da própria democracia.</p>Palavras-chave: BOPE, Milícias, Mundo Cão, Violência Profana, Violência Sagrada. Leonardo Corrêa Figueira Marcos Alexandre dos Santos Albuquerque Copyright (c) 2022 Desenvolvimento Socioeconômico em Debate 2022-11-11 2022-11-11 8 1 4 24 10.18616/rdsd.v8i1.7311 Ressurge a Democracia? A influência da mídia no processo político brasileiro https://periodicos.unesc.net/ojs/index.php/RDSD/article/view/7312 O objetivo deste trabalho é analisar os discursos institucionais do Grupo Globo e suas conexões com a dinâmica social e com os contextos políticos em dois períodos distintos. Para isso, por meio das contribuições da Análise do Discurso, com base em Fairclough, se realizou a análise de dois editoriais da emissora, um de apoio ao regime militar brasileiro (1964) e outro de retratação a esse apoio (2013). A primeira categoria de análise expôs a tentativa de aproximação da instituição com seu público, visando se legitimar como representante da opinião pública. A segunda categoria demonstrou que a instituição se amparou em questões históricas para justificar seu posicionamento. A terceira categoria de análise evidenciou os riscos de uma mídia hegemônica apresentar um discurso parcial e tendencioso. Notou-se o uso de estratégias discursivas semelhantes em contextos políticos atuais. Desse modo, reflete-se sobre a possibilidade de reincidência dos fatos, de forma que sem regulação efetiva do setor, há riscos de continuidade da interferência política de grandes conglomerados midiáticos nas instituições democráticas brasileiras. Jessica Maria Bertoli Luiz Antonio Staub Mafra Copyright (c) 2022 Desenvolvimento Socioeconômico em Debate 2022-11-11 2022-11-11 8 1 25 44 10.18616/rdsd.v8i1.7312 A Guerra Civil Espanhola (1936-1939) nas páginas do jornal O Globo https://periodicos.unesc.net/ojs/index.php/RDSD/article/view/7315 <p>Este artigo analisa a posição adotada pelo jornal <em>O Globo </em>na cobertura da Guerra Civil Espanhola (1936-1939). Novos problemas postos pelos dias atuais, como a retirada da última estátua do general Franco do espaço público, ensejaram a busca por fontes ainda inexploradas aqui no Brasil. Examinamos quatro aspectos nas edições diárias do jornal: o anticomunismo dos nacionalistas; o anticlericalismo dos republicanos; o envolvimento das potências estrangeiras; e o bombardeio de Guernica. Além de uma bibliografia específica sobre o conflito, a cobertura do jornal é discutida à luz das relações entre História, imprensa e Tempo Presente. <strong></strong></p> Ramon Lamoso De Gusmão Copyright (c) 2022 Desenvolvimento Socioeconômico em Debate 2022-11-11 2022-11-11 8 1 45 68 10.18616/rdsd.v8i1.7315 O papel da imprensa escrita na defesa do programa de desestatização do Governo Figueiredo (1979-1985) https://periodicos.unesc.net/ojs/index.php/RDSD/article/view/7339 <p>A mídia desempenhou papel significativo na legitimação de propostas econômicas, políticas ou sociais no Brasil do século XX. Este trabalho tem como objetivo demonstrar a atuação da grande&nbsp; imprensa escrita na divulgação e defesa entusiasta do programa de desestatização de empresas colocado em prática pelo último governo da ditadura militar, do general João Baptista Figueiredo. O posicionamento estimulador de tal projeto foi importante na tentativa de construir consensos no sentido da aceitação do diagnóstico através do qual se entende que, para melhorar a economia, seria fundamental diminuir os gastos e enxugar o Estado. Iniciada ainda na ditadura, a defesa destes ideais avançou depois da transição política e pode ser compreendida como uma continuidade entre os regimes.</p> Valesca de Souza Almeida Copyright (c) 2022 2022-11-11 2022-11-11 8 1 69 87 10.18616/rdsd.v8i1.7339 A agenda setting das fake news: uma análise da desinformação contra a esquerda brasileira à luz da ciência política https://periodicos.unesc.net/ojs/index.php/RDSD/article/view/7424 <p>As <em>fake news</em> emergiram com a pós-verdade e tiveram na eleição de Trump e na Brexit os principais exemplos de seu uso indiscriminado. O Brasil não passou ileso e aqui elas também repercutiram principalmente no período eleitoral, em que toda sorte de desinformação é ressuscitada e vem a público novamente. Embora o uso da mentira na política não seja recente, o fenômeno das fake news é devido ao seu uso estar vinculado ao aparato tecnológico da sociedade da informação em que vivemos. De tão usual, o termo <em>fake news</em> tornou-se complexo, e a literatura tem preferido o termo desinformação por ser mais abrangente e conseguir compreender todo tipo de boato veiculado. O presente estudo tem como objetivo investigar o discurso propagado contra a esquerda brasileira, propondo uma tipologia das fake news utilizadas e descobrir o que há em comum nas mentiras veiculadas, e quais os preconceitos que elas trazem à tona por meio da catalogação das desinformações que foram desmentidas pelas agências/sites de checagem e a análise do seu conteúdo e discurso. Parte da hipótese de que as <em>fake news</em> não são propostas aleatoriamente, mas seguem temas que são sensíveis à população brasileira de modo que, ao serem propagadas, inflem o imaginário dos sujeitos envolvidos no processo de comunicação. Metodologicamente, o trabalho usa da Análise do Discurso para compreender esse fenômeno, e utiliza a Análise Semiolinguística como forma de análise.</p> <p>&nbsp;</p> <p>Palavras-chave: desinformação, fake news, discurso, esquerda</p> MIguel Quessada Copyright (c) 2022 2022-11-11 2022-11-11 8 1 88 112 10.18616/rdsd.v8i1.7424 Coleta seletiva de resíduos em prédios residenciais: relato dum experimento que dimensiona o desafio de atender às modestas expectativas da administração municipal https://periodicos.unesc.net/ojs/index.php/RDSD/article/view/6914 <p>O experimento objetivou implantar a coleta seletiva num edifício residencial no contexto das instruções de separação e das operações de logística reversa disponibilizadas pela administração municipal. O trabalho dimensionou o desafio referente à separação na fonte, à infraestrutura de coleta e ao escoamento do material. A separação e a infraestrutura são problemas internos que foram resolvidos com métodos da gestão de pessoas. O escoamento é um problema externo. O estudo identificou a relação entre os dois tipos de problema. O objetivo se considerou alcançado quando a separação atendeu às instruções e à logística reversa da administração municipal. Isto significa coleta seletiva de aproximadamente 14% dos rejeitos domiciliares. </p> Manfred Fehr Regina Crosara Copyright (c) 2022 Desenvolvimento Socioeconômico em Debate 2022-11-11 2022-11-11 8 1 113 120 10.18616/rdsd.v8i1.6914