TRAÇANDO PONTES
A LÍNGUA DE ACOLHIMENTO E A MEDIAÇÃO EM CONTEXTOS DE APRENDIZAGEM E DE IMIGRAÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.18616/lendu.v9i2.10115Resumo
As migrações sempre acompanharam a história da humanidade. Contudo, hoje, ou, porque a informação circula mais rapidamente graças às tecnologias e aos meios de comunicação social, ou, porque, de facto, este fenómeno se alargou substancialmente, esta situação tornou-se mais real. Estamos perante cidadãos fugidos de guerras, de instabilidade política, económica, questões ambientais ou religiosas que procuram ‘abrigo’ e melhores condições de vida. Estes defrontam-se com vários obstáculos que passam, sobretudo, pelo desconhecimento da língua de acolhimento. A aprendizagem desta língua, para fins escolares, laborais ou outros e ainda a gestão de novos códigos socioculturais impõem-se, sendo a Mediação uma ‘porta’ para a comunicação. Vários autores (CAVALLI, COSTE, 2024; COSTE, CAVALLI, 2014; DEFOTSING, 2018; NORTH, PICCARDO, 2017) comprovam o impacto da mediação em contextos multilingues e multiculturais, incluindo os migratórios. Neste sentido, pretendemos apresentar um estudo com contornos de revisão de literatura, partindo da seguinte questão: de que forma se concilia o conceito de ´língua de acolhimento’ com o de ‘mediação’, na atualidade (2019-2025), preferencialmente em âmbito educativo? Para o efeito, depois de pesquisar, em bases de dados de acesso livre a combinatória ‘língua de acolhimento’ e ‘mediação’, em espanhol, francês, inglês e português, selecionámos 12 textos completos, com revisão de pares, publicados apenas em revistas científicas. Estes textos deveriam conter os termos de pesquisa no título, resumo ou nas palavras-chave ou ainda no corpo do texto e, obviamente, enquadrar-se na temática pretendida. Os resultados apontam para a necessidade de uma certa relativização face à terminologia, prestando mais atenção à concepção subjacente a ‘Língua de Acolhimento’ do que às diferentes formas de a dizer. Para além disso, ‘Língua de Acolhimento’ e ‘Mediação’ acabam por estar sempre cruzadas nos contextos referidos; atravessadas pela noção-ponte ‘interculturalidade’, concorrem para valores, como a dignidade, a cidadania e a justiça social. Mas para que tudo isto se alcance, é crucial apostar na formação dos professores e dos mediadores.
PALAVRAS-CHAVE: Língua de Acolhimento; Imigração: Mediação; Contexto Educativo; Revisão de Literatura.
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