Autonomia da Mulher no Discurso da Violência: Submissão Mantida

Autores

  • Márcia Cristiane Nunes Scardueli

Resumo

O presente trabalho propõe refletir sobre um cartaz disponibilizado na 3ª Conferência Estadual de Políticas Públicas para as Mulheres, promovida pela Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) e pelo Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM) e organizada em Florianópolis/SC, em outubro de 2011, pela Coordenadoria Estadual da Mulher (CEM). A metodologia utilizada para a reflexão aqui proposta está fundamentada nos pressupostos teóricos da Análise do Discurso de linha francesa (AD), que valorizam as condições históricas de produção das formações discursivas, referidas por Orlandi (2010, p. 43) como “aquilo que numa formação ideológica dada – ou seja, a partir de uma posição dada em uma conjuntura sócio-histórica dada – determina o que pode e deve ser dito”. As condições de produção, segundo Pêcheux (2008), são definidas pelos lugares ocupados pelo emissor e receptor na formação social, ou seja, pelos sujeitos aí inseridos. O presente trabalho situa-se, portanto, nos condicionantes sociais e históricos contemporâneos relacionados à violência doméstica, em especial aquela praticada contra a mulher e tem como objeto de estudo o discurso empregado na produção de um cartaz para ser distribuído e afixado em locais públicos, em especial, aqueles que desenvolvem atividades relacionadas ao atendimento de mulheres vítimas de violência, como delegacias de polícia, centros de referência, hospitais, etc. Assim, pode-se tomar como finalidade deste ensaio o propósito de evidenciar o caráter socialmente construído do discurso desse cartaz, a fim de contribuir com a reflexão teórica de como a linguagem é materializada na ideologia e como esta se manifesta na linguagem das mídias em geral.

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Publicado

2016-08-02