A LÍNGUA DE VERA: O PRECONCEITO LINGUÍSTICO NO AMBIENTE ESCOLAR

Autores

  • Camila Ghizone de Oliveira Universidade do Extremo Sul Catarinense
  • Samira Casagrande Universidade do Extremo Sul Catarinense

DOI:

https://doi.org/10.18616/rsp.v2i2.4249

Resumo

O presente artigo tem por finalidade conhecer, por meio de uma pesquisa de campo, o preconceito linguístico enfrentado por Vera, em razão de trazer em sua fala traços de sua língua materna. Decidiu-se entrevistar uma menina de 11 anos, atualmente estudante do 6º ano do Ensino Fundamental, que durante anos vem sendo motivo de “zoações”, tanto no ambiente escolar quanto na sociedade. Dessa forma, a partir de sua fala, percebeu-se que algumas pessoas que Vera tinha contato acreditavam que sua linguagem tinha“problema” e/ou “engraçada”. No entanto, a partir dos estudos realizados, pressupõe-se que Vera carrega consigo traços da linguagem da mãe, visto que possui características apreendidas no seio familiar. O estudo revelou que a vida de Vera se resume a monitorar-se linguisticamente diante de todos, como uma forma de tentar impedir o surgimento de possíveis preconceitos linguísticos. Tornou-se perceptível também que a sua vida e a de sua família simplificam-se ao fato de estarem no país de origem, mas viverem como estrangeiros, pois não são entendidos pelos demais e não possuem participação ativa na sociedade.

 

Palavras-Chave: Preconceito Linguístico. Língua Materna. Escola- Sociedade.

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Biografia do Autor

Camila Ghizone de Oliveira, Universidade do Extremo Sul Catarinense

Graduada em Pedagogia – UNESC

Samira Casagrande, Universidade do Extremo Sul Catarinense

Graduada em Pedagogia. Mestre em Educação – UNESC

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Publicado

2018-04-18