O PLURALISMO NA CIDADE MURADA DE KOWLOON
Uma recapitulação histórica (960-1994) sob uma perspectiva crítica-descolonial
Resumo
O presente estudo busca analisar o desenvolvimento da Cidade Murada de Kowloon
sob uma perspectiva crítica-plural, com vieses culturais e históricos, durante o período
de sua formação até 1994. O principal intento é compreender como esse espaço
urbano, que foi marcado pela ausência efetiva do controle estatal, constituiu-se em
um território autônomo com dinâmicas de convivência próprias, autorregulação e
resistência à lógica colonial. Metodologicamente, foi adotada uma abordagem
histórico-crítica, com revisão bibliográfica, análise documental e interpretação de
registros. As percepções descoloniais possibilitaram questionar as narrativas
tradicionais que limitavam Kowloon apenas à criminalidade, pois formas de
organização plural emergiram neste espaço. Ao final, foi possível compreender que a
Cidade Murada representou um espaço de pluralismo insurgente, onde surgiram
práticas jurídico-sociais alternativas. Kowloon é um singular caso da história de Hong
Kong e um paradigmático exemplo de como comunidades subalternas elaboram
formas próprias de pluralidade, resiliência e autogoverno.
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