ESTUPRO VIRTUAL
A INÉRCIA LEGISLATIVA E A RESPOSTA DO DIREITO PENAL
Resumo
O presente artigo tem como objetivo analisar a prática do estupro virtual no Brasil.
Para tanto, por meio do método de revisão bibliográfica, busca responder como a
tecnologia contribuiu para o surgimento do estupro na modalidade virtual. Este estudo
se faz necessário pela urgência em preencher a lacuna deixada pela inércia legislativa
em estabelecer um tipo penal específico para o crime, somada à alta incidência de
delitos sexuais no meio tecnológico. Os resultados alcançados demonstram que,
embora não haja uma tipificação expressa, o ordenamento jurídico tem se adaptado
por meio da jurisprudência, que utiliza crimes já existentes, como o estupro e o estupro
de vulnerável, para punir os agressores. A atuação do Superior Tribunal de Justiça,
ao reconhecer a prescindibilidade do contato físico, e a criação de projetos de lei,
como o PL 1891/23, evidenciam o movimento do Direito Penal em acompanhar a
evolução social, garantindo a proteção das vítimas na era digital e coibindo a
impunidade.
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