CARDIOMIOPATIA DILATADA PÓS-MIOCARDITE AGUDA: RELATO DE CASO

Autores

  • Gabriele Souto Coelho Universidade do Extremo Sul Catarinense
  • Ana Clara Roos Fadanelli
  • Poliana da Rocha de Azevedo
  • Amadeu Antônio Bertuol Filho

DOI:

https://doi.org/10.18616/inova.v16i1.10552

Resumo

A cardiomiopatia dilatada caracteriza-se por dilatação ventricular e disfunção contrátil na ausência de condições anormais de carga, com incidência anual de 6 a 7 casos por 100.000 pessoas. Entre seus principais fatores de risco estão predisposição genética, miocardite, consumo crônico de álcool e distúrbios metabólicos. A miocardite, inflamação do miocárdio, é causa importante de miocardiopatia dilatada e tem como fatores de risco infecções virais, agentes tóxicos e predisposição genética. O diagnóstico é preferencialmente realizado por biópsia endomiocárdica, embora exames de imagem e marcadores séricos sejam mais utilizados por sua praticidade. O consumo de álcool associado a bebidas energéticas representa potencial risco para ambas as condições, por induzir toxicidade, aumento transitório da contratilidade e disfunção cardíaca. O presente trabalho descreve o caso de um homem de 38 anos que apresentou sintomas infecciosos seguidos de disfunção cardíaca grave, com dilatação ventricular esquerda, fração de ejeção reduzida, fibrilação atrial e níveis elevados de peptídeo natriurético tipo B. A ressonância magnética evidenciou disfunção sistólica global e fibrose intersticial, sugerindo o diagnóstico de cardiomiopatia dilatada não isquêmica. O desfecho favorável, com melhora da fração de ejeção, reforça a importância do diagnóstico precoce, do monitoramento estrutural e funcional cardíaco e do manejo adequado para prevenir progressão e complicações futuras.

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Publicado

2026-02-23