MORTALIDADE PÓS-OPERATÓRIA EM CIRURGIAS CARDÍACAS: ASSOCIAÇÃO ENTRE COMORBIDADES E DESFECHOS EM PACIENTES SUBMETIDOS A REVASCULARIZAÇÃO MIOCÁRDICA E CIRURGIA DE DISSECÇÃO DE AORTA

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DOI:

https://doi.org/10.18616/inova.v16i1.10563

Resumo

A mortalidade após a cirurgia de revascularização do miocárdio relaciona-se a comorbidades não tratadas previamente. Este estudo teve como objetivo analisar fatores preditores de mortalidade pós-operatória em pacientes submetidos à CRM entre janeiro de 2020 e julho de 2024 em um hospital de referência do extremo sul catarinense. Trata-se de estudo transversal, retrospectivo, com abordagem quantitativa e qualitativa, que incluiu 680 prontuários eletrônicos com objetivo de avaliar as comorbidades prévias associadas ao desfecho pós-operatório. Os dados foram analisados no software SPSS. A maioria dos pacientes era do sexo masculino, com idade média de 62,6 anos, e apresentava elevada prevalência de hipertensão arterial sistêmica (83,8%). A principal indicação cirúrgica foi angina estável (38,8%), associada a menores taxas de mortalidade em comparação com outras condições clínicas. A mortalidade global foi de 14,1%, significativamente mais elevada em pacientes com infarto agudo do miocárdio e dissecção de aorta. Idade avançada (p < 0,001) e tabagismo ativo no momento da cirurgia (p = 0,038) foram fatores independentes associados ao óbito. Conclui-se que a mortalidade pós-operatória na cirurgia foi influenciada principalmente por idade avançada, tabagismo e síndromes coronarianas agudas. A angina estável apresentou melhor prognóstico, reforçando a relevância da identificação precoce e do manejo adequado dos fatores de risco nesses pacientes.

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Publicado

2026-02-23