O PAPEL DAS GALECTINAS NA INFLAMAÇÃO E MIELINIZAÇÃO EM DISFUNÇÕES COGNITIVAS DE DISTÚRBIOS NEUROLÓGICOS

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DOI:

https://doi.org/10.18616/inova.v14i5.8583

Resumo

Distúrbios neurológicos (DNs) têm crescido junto ao envelhecimento e aumento populacional global, sendo um desafio ao sistema de saúde pública. DNs envolvem disfunções sinápticas e moleculares que comprometem a cognição, memória e aprendizado. As galectinas (gal) são potenciais moduladoras da neuroinflamação, com expressão neurológica. Assim, tem-se como objetivo entender a associação entre as galectinas, vias moleculares e celulares na fisiopatologia de DNs. Realizou-se uma revisão narrativa nas bases de dados Pubmed, LILACS e Scielo, com as palavras-chave em inglês e português “galectins” and “cognition”. 23 estudos in vivo, in vitro e post-mortem foram incluídos nesta revisão. Na Doença de Alzheimer (DA), isquemia/reperfusão renal (IR), HIV, malária cerebral e esquizofrenia, diversos estudos mostraram relação entre expressão significativa aumentada ou reduzida da gal-3, gal-9, gal-8 e gal-1 e marcadores pró-inflamatórios e anti-inflamatórios, neurodegenerativos e sinápticos. Na DA, apneia obstrutiva do sono e IR, o silenciamento ou inibição farmacológica da gal-3 atenuou a neuroinflamação e apoptose neuronal, gerou proteção contra neurotoxicidade e melhorou o comprometimento cognitivo. Na isquemia a administração de gal-3 gerou remielinização e atenuação de déficits cognitivos. Concluiu-se que as galectinas –1, –3, -4, -8 e –9 modulam processos neuroinflamatórios e neurodegenerativos presentes em disfunções cognitivas de DNs, sendo potenciais alvos terapêuticos.  

Palavras-chave: galectinas; cognição; neurofisiologia; inflamação; mielina. 

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Publicado

2024-06-28

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Artigo