Impacto das notícias falsas na hesitação vacinal: desafios e estratégias para combater a desinformação

Autores

  • Patricia Ucelli Simioni Doutora em Imunologia, Universidade Anhembi Morumbi (UAM) - Piracicaba - SP
  • Adrielle de Mello Dutra Acadêmica de Medicina. Universidade Anhembi Morumbi (UAM) - Piracicaba - SP
  • Ana Luísa Bacchin Milanez Acadêmica de Medicina. Universidade Anhembi Morumbi (UAM) - Piracicaba - SP
  • Beatriz Cardozo dos Santos Acadêmica de Medicina. Universidade Anhembi Morumbi (UAM) - Piracicaba - SP
  • Camilla Beraldo da Silva Acadêmica de Medicina. Universidade Anhembi Morumbi (UAM) - Piracicaba - SP
  • Giuliana Polido Acadêmica de Medicina. Universidade Anhembi Morumbi (UAM) - Piracicaba - SP

Resumo

As vacinas são uma das maiores conquistas da saúde pública, mas enfrentam uma crescente onda de desinformação, que explora medos e desconfianças, minando a confiança pública e promovendo a hesitação vacinal, o que coloca em risco a saúde global. Este estudo visa analisar como a desinformação influencia a hesitação vacinal e discutir estratégias para combater esse fenômeno. Realizou-se uma revisão descritiva de artigos científicos publicados nas bases PubMed, Scopus e Web of Science nos últimos quinze anos, utilizando os termos “fake news”, “vacinação”, “desinformação sobre vacinas” e “hesitação vacinal”. Dos 97 estudos identificados, 17 foram selecionados após aplicação de critérios de inclusão e exclusão. A revisão evidenciou que a exposição à desinformação está fortemente associada à hesitação vacinal, com fake news frequentemente usando narrativas emocionais para perpetuar mitos, como a falsa ligação entre vacinas e autismo. Estratégias como a alfabetização midiática e campanhas com influenciadores confiáveis mostram-se promissoras para aumentar a aceitação vacinal. Além disso, a responsabilização das plataformas de mídia social no controle da disseminação de desinformação é crucial. A hesitação vacinal promovida pelas fake news constitui uma séria ameaça à saúde pública, e estratégias de comunicação eficazes são essenciais para restaurar a confiança nas vacinas.

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Publicado

2026-06-30

Edição

Seção

Atenção à Saúde