A PRISÃO DO CASAMENTO: LEITURA COMPARADA ENTRE A CLITEMNESTRA, DE ÉSQUILO, E A EMMA BOVARY, DE FLAUBERT

Autores

  • Tiago Irigaray UFRGS

DOI:

https://doi.org/10.18616/lendu.v6i2.7789

Resumo

Resumo: a despeito dos mais de 2000 anos transcorridos entre as duas narrativas, Clitemnestra e Emma Bovary experienciam muitas dores e agruras em comum, a maior parte delas por causa da instituição do casamento e sua configuração patriarcal. Os paralelos são marcantes e atravessam não apenas o tempo, mas  também a barreira dos gêneros literários (o gênero trágico da Grécia Antiga e o Realismo do século XIX), embora o Realismo, esse gênero sério burguês, carregue uma herança trágica que o faça apropriado para questionar instituições sociais, como a tragédia também questionava, embora de forma difusa, intuitiva e errática porque a tragédia grega aconteceu em moldes pré-Iluministas e possui uma estrutura conflituosa única na literatura antiga. O insólito paralelo entre Clitemnestra e Bovary revela muito sobre o que permaneceu arraigado na instituição do casamento e também na literatura.

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Publicado

2024-04-12