Problematizando o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) a partir de uma perspectiva psicopedagógica

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18616/rsp.v9i2.10540

Resumo

Este artigo tem como objetivo problematizar o Transtorno do Déficit de Atenção (TDAH) a partir de uma perspectiva psicopedagógica, buscando nas áreas da Psiquiatria, Psicologia e Psicopedagogia o modo como vem sendo tratada a questão da atenção ou não atenção no campo da aprendizagem. Visa, também, refletir como a Psicopedagogia pode contribuir com as reflexões sobre o tema.  Trata-se de uma pesquisa bibliográfica e de abordagem crítica. O estudo constatou que a polêmica em torno do diagnóstico e medicalização continua movimentando o campo científico; que as maiores divergências se dão em relação à concepção inatista e biologizante da falta de atenção, a qual se opõem, principalmente, estudos com base na Teoria Histórico-Cultural; que as críticas se voltam também ao sistema educacional, ao delegar à saúde a avaliação o tratamento dos problemas de aprendizagem; que a Psicopedagogia, com sua concepção  de atenção como efeito e não como condição determinante para a aprendizagem, oferece significativas contribuições à discussão e promove práticas mais humanizadas junto às crianças e adolescentes que já se configuram como sujeitos doentes e que não aprendem.

Palavras-chave: TDAH. Atenção. Aprendizagem. Diagnóstico. Medicalização.

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Biografia do Autor

Maria Luíza da Silva, UNESC

Professora do Ensino Fundamental da Rede Municipal de Criciúma, com formação em Letras pela Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC (2001), especialização em Língua Portuguesa: um fenômeno sócio-político pela UNESC (2005-UNESC) e mestrado em Ciências da Linguagem pela Universidade do Sul de Santa Catarina - UNISUL (2013). Atualmente cursando pós-graduação em Psicopedagogia Clínica e Institucional (UNESC).  Experiência profissional como professora de Educação Infantil, do Ensino Fundamental, Superior e Jovens e Adultos; coordenação pedagógica, auxiliar de direção escolar, diretora escolar e professora de Laboratório de Aprendizagem, especificamente com alfabetização.

Monica Pagel Eidelwein Pagel Eidelwein, Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC

Licenciatura em Pedagogia, Especialização em Metodologia do Ensino, em Psicopedagogia e em Gestão de Polos. Mestrado e Doutorado em Educação e Pós-doutorado na área da Informática na Educação. Presidente da ABPp-RS (2020-2022 e 2023-2025) e diretora científica da ABPp Nacional (2023-2025). Experiência como psicopedagoga no âmbito clínico, institucional, em Rede de Ensino e em trabalhos sociais, como professora na Educação Básica e em cursos de Psicopedagogia. Pesquisadora do Grupo de Pesquisa em Trajetórias de Aprendizagem em Hiperdocumentos Ubíquos (UFRGS), do Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre Escolarização e Inclusão (UFSM) e do Centro de Pesquisa em Psicopedagogia e Pesquisa Psicopedagógica da Argentina. Professora convidada e orientadora de trabalhos finais de curso de Especialização em Psicopedagogia Clínica e Institucional da Universidade do Extremo Sul Catarinense – UNESC.

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Publicado

2025-12-11