A indisciplina na formação inicial de professores/as
DOI:
https://doi.org/10.18616/rsp.v1i1.3187Abstract
O problema dessa pesquisa teve origem nas experiências vivenciadas no estágio não obrigatório, baseado nas dificuldades expressas pelos/as professores/as: Como o curso de pedagogia pode contribuir com os futuros/as professores/as a lidar com a indisciplina na escola? Desse modo foram elencados os objetivos: perceber o que é considerado indisciplina junto aos professores/as; relacionar a indisciplina às práticas pedagógicas; identificar as dificuldades dos/as professores/as recém-formados ao lidar com a indisciplina dos/as alunos/as. A pesquisa teve cunho qualitativo e ocorreu de forma bibliográfica, fundamentada por autores que discutem a Pedagogia e a indisciplina, e realizando um questionário no qual participaram sete docentes formadas em Pedagogia e que atuam nos anos iniciais do Ensino Fundamental. A partir da análise das pesquisadas e dos autores que referenciam teoricamente este trabalho, foi possível atingir os objetivos e concluir que as professoras pesquisadas atribuem a indisciplina à família, desconsiderando a organização escolar enquanto propulsora. As professoras demonstraram que no início da atuação foi mais difícil lidar com a indisciplina e que necessitam durante a formação de mais conhecimentos a esse respeito. As professoras sugeriram que durante a formação acadêmica, o curso de Pedagogia poderia contribuir mais, promovendo debates e pesquisas sobre o tema, apresentando os diferentes tipos de famílias que existem na sociedade e proporcionando a aproximação das mesmas as escolas. E sugeriram também aumentar a carga horária dos estágios obrigatórios, como forma de possibilitar aos/as acadêmicos/as uma maior experiência da realidade nas escolas e de relacionar melhor a teoria e a prática.
PALAVRAS CHAVE: Indisciplina. Professores. Formação. Pedagogia.
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