A importância da intervenção educativa aos enfermeiros da Atenção Básica para a prevenção do helicobacter pylori

Daniela Machado, Morgana Vanessa Barreto, Karina Cardoso Gulbis Zimmermann, Valdemira Santina Dagostin, Maria Salete Salvaro, Maria Teresa Soratto

Resumo


Tratou-se de um estudo qualitativo realizado por pesquisa aplicada, descritiva, exploratória e de campo com o objetivo de aplicar uma intervenção educativa aos enfermeiros da atenção básica para a prevenção da infecção por Helicobacter Pylori (HP) na atenção básica. Participaram do estudo 15 Enfermeiros atuantes em 15 Unidades Básicas de Saúde (UBS) de um município do Extremo Sul Catarinense. Os dados foram analisados por meio da técnica de categorização e análise de conteúdo proposta por Minayo, onde foram levantadas as seguintes categorias norteadoras da entrevista: Compreensão sobre HP: primeiro passo; conceitos básicos, riscos e desafios para a saúde coletiva; a transmissão: mecanismos e necessidade de ações para a prevenção; riscos eminentes à saúde; diagnósticos; tratamento medicamentoso e educação em saúde; modelo biomédico de atenção; e por fim relato da prática da intervenção educativa. Percebe-se que o conhecimento do processo fisiopatológico da HP precisa ser lapidado, uma vez que é um assunto pouco debatido desde o ensino universitário ou após ele. Além disso, os enfermeiros entrevistados no presente estudo demonstraram que em sua prática cotidiana não se apropriaram dessa temática e, portanto, o foco principal dessa temática é o tratamento quando se têm alguém acometido com a bactéria. Todavia, a atenção se volta apenas para a competência médica, uma vez que o tratamento descrito é o medicamentoso. Desse modo, percebe-se um distanciamento do enfermeiro tanto na prevenção a partir da educação em saúde, quanto durante o tratamento, demonstrando a dificuldade para a promoção da saúde e a prevenção de doenças. Sugere-se que o enfermeiro trabalhe a temática nos grupos das UBS e em orientação individual, e não somente ofereça sua atenção diante de um diagnóstico positivo, mas também visando à prevenção da infecção. Para que isto de fato ocorra é importante que a educação permanente em saúde ocorra por intermédio da secretaria municipal de saúde, bem como dentro das equipes, para subsidiar a atuação no município.

 


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DOI: http://dx.doi.org/10.18616/is.v4i1.1770

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