A DOMINAÇÃO IMPERIAL NO MUNDO ISLÂMICO: ENSAIO SOBRE OS MODELOS ESTATAIS DA ARÁBIA SAUDITA E SÍRIA E O ESTIGMA DOS COLONIZADORES

Autores

  • Adriano Pedro Goudinho Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC)
  • Mônica Abdel Al Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC)

Resumo

Procurar-se-á entender os modelos estatais vigentes em dois países emblemáticos do mundo islâmico. A Arábia Saudita, berço do Islã, com sua monarquia teocrática e da Síria, sob a presidência de Bashar Al Assad e sua já longa e cruel guerra civil (desde 2011 até o presente). A par de se conhecer a estrutura estatal vigente, pretende-se verificar a dominação colonial sobre estes países, através da Inglaterra, França, na primeira metade do século XX e dos Estados Unidos da América, ao término da 2ª guerra mundial. Não é possível se esquecer ainda do componente religioso, o Islã, e o complexo de relações estabelecidas sobre paradigmas instáveis e posições ideológicas maniqueístas. E, deste modo, entender a situação dos habitantes destes dois países em face do domínio estrangeiro e a estrutura de poder construída a partir do avanço do capitalismo, com a exploração vertiginosa dos campos de extração de petróleo, a imigração de refugiados em massa, que impactou toda uma região do globo e que se viu, de repente, engolfada pela cultura do outro em contraposição aos fundamentos predominantemente religiosos dos seus respectivos Estados, que levam aos inafastáveis atritos. Conclui-se que há a existência de várias motivações e justificativas para o acirramento dos ânimos no Oriente Médio, como a exploração econômica, prevalência dos interesses do capital e a manutenção de poderes despóticos e deve-se salientar a importância de conhecer todas as manifestações do poder. O método de abordagem adotado foi o dedutivo e o procedimento foi o monográfico, mediante realização de pesquisa bibliográfica.
Palavras-chave: Islã, Antropologia Jurídica, Estado, Arábia Saudita, Síria.

Biografia do Autor

Adriano Pedro Goudinho, Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC)

Mestrando em Direito pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), Criciúma, SC, Brasil. Pós-graduado, lato sensu em Direito Processual Civil na Universidade Castelo Branco. Membro do NUPEC/UNESC

Mônica Abdel Al, Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC)

Mestranda em Direito pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), Criciúma, SC, Brasil. Pós-graduada, lato sensu em Tendências Contemporâneas do Direito na UNESC. Membro do NUPEC/UNESC

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Publicado

2018-11-05

Edição

Seção

Estado, Políticas Públicas e Direitos Sociais