O RECHAÇO A TODAS AS FORMAS DE DOMINAÇÃO, EXPLORAÇÃO E DESTRUIÇÃO COMO CRITÉRIO PARA A CONSTRUÇÃO DE UMA CONCEPÇÃO PLURIVERSAL DE DIREITOS HUMANOS
Resumo
O ponto de partida deste artigo é a constatação, resultante de pesquisas anteriores, em especial de minha tese de doutorado, de que as concepções dominantes no Ocidente sobre direitos humanos, ao mesmo tempo em que inspiram distintos processos de luta por um mundo mais justo, são também plenamente compatíveis com diferentes formas de dominação e/ou exploração humana, além de servirem para naturalizar um modo destrutivo e insustentável de nos relacionarmos com a natureza, que – em última instância – conduz a humanidade ao suicídio coletivo. Assumo a premissa de que não é possível chegar a um consenso universal sobre direitos humanos, precisamente porque existem privilégios e exclusões concretos em disputa. Neste sentido, qualquer concepção que se apresente como universal e despolitizada, independentemente de seu conteúdo, enfrentará a resistência daqueles que tiverem seus interesses (sejam direitos, sejam privilégios) afetados. Por isso, a investigação tem o propósito de apresentar, através de uma metodologia analítica, algumas considerações em torno da possibilidade (e da necessidade) de se construir uma proposta alternativa sobre direitos humanos coerente com um horizonte pluriversal, crítico e decolonial, que reivindique a politização dos direitos humanos, posicionando-os em favor dos interesses das maiorias exploradas e concebendo-os como espaços de resistência, unidade, solidariedade e, sobretudo, de diálogos criativos entre indivíduos e grupos que, a partir de diferentes trincheiras, condenam e enfrentam o colonialismo, o capitalismo, o racismo, o patriarcalismo e todas as formas dominação, exploração ou inferiorização do ser humano pelo próprio ser humano, assim como todas as formas de destruição irresponsável e insustentável do meio-ambiente.
Palavras-Chave: Direitos humanos. Pluriversalidade. Decolonialidade. Lutas sociais.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Declaro (amos) que a pesquisa descrita no manuscrito submetido está sob nossa responsabilidade quanto ao conteúdo e originalidade, além de não utilização de softwares de elaboração automática de artigos. Concordamos ainda com a transferência de direitos autorais a Revista de Extensão da Unesc.
Na qualidade de titular dos direitos autorais relativos à obra acima descrita, o autor, com fundamento no artigo 29 da Lei n. 9.610/1998, autoriza a UNESC – Universidade do Extremo Sul Catarinense, a disponibilizar gratuitamente sua obra, sem ressarcimento de direitos autorais, para fins de leitura, impressão e/ou download pela internet, a título de divulgação da produção científica gerada pela UNESC, nas seguintes modalidades: a) disponibilização impressa no acervo da Biblioteca Prof. Eurico Back; b) disponibilização em meio eletrônico, em banco de dados na rede mundial de computadores, em formato especificado (PDF); c) Disponibilização pelo Programa de Comutação Bibliográfica – Comut, do IBICT (Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia), órgão do Ministério de Ciência e Tecnologia.
O AUTOR declara que a obra, com exceção das citações diretas e indiretas claramente indicadas e referenciadas, é de sua exclusiva autoria, portanto, não consiste em plágio. Declara-se consciente de que a utilização de material de terceiros incluindo uso de paráfrase sem a devida indicação das fontes será considerado plágio, implicando nas sanções cabíveis à espécie, ficando desde logo a FUCRI/UNESC isenta de qualquer responsabilidade.
O AUTOR assume ampla e total responsabilidade civil, penal, administrativa, judicial ou extrajudicial quanto ao conteúdo, citações, referências e outros elementos que fazem parte da obra.