Resistências e produção da subjetividade: leitura e escrita na pesquisa
DOI:
https://doi.org/10.18616/ce.v12i2.7301Resumo
Este artigo pretende problematizar como a leitura e a escrita na pesquisa- enquanto atos e processos dentro de notas do cotidiano, podem ser acionadas como modos de vida/modos de ser, sem decair nas caixas modeladoras da produtividade (excessiva, excludente e hierárquica) e na adequação em massa pelo viés da utilidade. O objetivo foi analisar e demonstrar como o ler e o escrever estão para além da mecanização e memorização, ou melhor, de uma “enxurrada de leituras” que precisam ser devoradas de imediato sem uma reflexão crítica dentro da pesquisa. Contudo, o pesquisar vem acompanhado do coletivizar, partilhar, transversalizar e do problematizar enquanto ação de (re)existência, por meio dos encontros, das conversações, dos afetos e do cuidado. Desse modo, esse “para além” encontra-se em fazer uma artesania da leitura e da escrita, colocadas como via de abertura e resistência, ecoadas como potencialidades e refletidas em invenções éticas, estéticas e sociais que corroboram uma pesquisa nas/das diferenças. Portanto, se abre aqui um grande ateliê para o pesquisar no cotidiano, nas vivências e na oralidade, com uma liberdade do imaginário para se improvisar, colar e costurar sem se prender ou se engessar nos modismos acadêmicos. Visto que, é uma reflexão incessante sobre uma escrita para os pares, para as diferenças, cujo lugar do sujeito-pesquisador nesse plano de pesquisa da escrivivência é um perguntar rotineiro se esse pesquisar está para além, se há fluidez e se segue por um percurso dos encontros, do cuidado e das potências.
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