O HOMO SACER COMO CATEGORIA POLÍTICA: A LEGALIDADE DA MORTE INIMPUTÁVEL

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18616/ce.v12i1.7603

Resumo

O filósofo italiano Giorgio Agamben se apresenta como um dos grandes nomes do
pensamento político contemporâneo, suas investigações em torno de elementos históricos,
como o instituto jurídico latino do homo sacer, realizadas por meio de uma arqueologia
filosófica permitem-nos desnudar como se constituem novos paradigmas políticos na
contemporaneidade. O presente artigo tem como objetivo a análise de uma destas dimensões
da sacralidade agambeniana: a impunidade da morte do homo sacer. Tal condição nos
permite perceber numa leitura da realidade como aqueles sujeitos considerados portadores
da vida nua, ou seja, a vida matável, podem ser eliminados sem quaisquer embargos,
atestando que todo aquele que é marcado pela vida nua do homo sacer é a vida exposta à
condição de morte inimputável.

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Biografia do Autor

Ricardo George, Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA)

Doutor em Filosofia pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Professor da graduação e do
Mestrado Acadêmico em Filosofia da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA). Professor do Mestrado Profissional em Filosofia da Universidade Federal do Ceará (UFC). Editor da
Revista Reflexões de Filosofia. Líder do Grupo de Pesquisa em Filosofia Política, Ética e Educação
(GEPEDE – UVA/CNPq).

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Publicado

2023-05-30

Edição

Seção

Dossiê: Necropolítica e educação: desafios para o tempo presente