"EI, VOCÊ NÃO TÁ MAIS DE CASTIGO!" - REFLEXÕES SOBRE INFÂNCIAS E DESAFIOS CONTÍNUOS DA DOCÊNCIA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18616/ce.v13i1.8608

Resumo

Este artigo objetivou refletir a respeito das infâncias e os desafios da docência na educação das crianças, considerando-as sujeitos plurais, com vistas a uma humanização, possibilitada, também, no ensino escolar, num processo de formação geral das crianças e do ser humano. De maneira particular, caracterizou-se, brevemente, a sociedade e suas contradições. O estudou se pautou na noção de infância e das infâncias sob o olhar da pedagogia, da filosofia, da história, da sociologia e da psicanálise, colocando em cena, o tempo da infância entrelaçada ao novo, ao belo e ao diferente, ressaltando uma educação pautada nos sentidos das vivências e experiências humanizadoras da docência e seu ensino, num cenário demarcado por crises em diversas áreas da vida humana. Torna-se, por isso, crucial dirigirmos um olhar sobre as intencionalidades educacionais, especialmente, aquelas voltadas para o trabalho docente com as crianças, no intuito de compreender as infâncias de um sujeito plural, subjetivo, único e indivisível. A discussão se baseou nos fundamentos da Teoria Crítica da Sociedade e autores correlatos, que se debruçaram no estudo das infâncias, contemplando a criticidade e o processo de humanização, sendo fundamental estabelecer o diálogo entre as crianças, suas infâncias e as práticas educativas em tempos incertos. Isso permitirá mais entendimento crítico e sensível de alguns fenômenos atuais cotidianos, instituídos e vividos em espaços formativos, voltados à infância e contando com a possibilidade de desafiar os educadores para buscarem novos contornos em suas práticas docentes com as crianças, em prol de uma formação emancipadora e digna.

Biografia do Autor

Marta Regina Furlan de Oliveira, Universidade Estadual de Londrina

Possui graduação em Pedagogia pela Universidade Estadual de Londrina (1999), mestrado em Educação pela Universidade Estadual de Maringá (2003) e doutorado em Educação pela Universidade Estadual de Maringá (2011) e pós doutorado em educação pela Universidade Paulista Julio de Mesquita Filho. Atualmente é professora avaliadora da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico e professora adjunto do departamento de educação e do programa de pós graduação Mestrado em Educação da Universidade Estadual de Londrina. Atua como coordenadora do Curso de Especialização em Trabalho Pedagógico na Educação Infantil da UEL. Vice coordenadora do Colegiado de Pedagogia da UEL. Coordenadora da Comissão de Pesquisa do Depto de Educação da UEL. Líder do GEPEI - Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação e Infância da UEL. Coordenadora do Projeto de Pesquisa: Indústria Cultural, Educação e Trabalho Docente na primeira infância: da semiformação à emancipação humana da UEL. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Formação de Professores, Indústria Cultural e Educação Infantil.

Luzia Batista de Oliveira Silva

É pós-Doutora em Filosofia com Estágio pós-doutoral e professora visitante na Faculdade de Filosofia da Universidade de Borgonha – Centro Gaston Bachelard, Dijon/França; é Pós-Doutora em Antropologia pelo Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC/SP. Doutora em Educação pela Universidade de São Paulo – FE/SP. Mestre em Filosofia pela Universidade Católica de São Paulo – PUC/SP. Membro da AIGB – L'Association Internationale Gaston Bachelard – Dijon/França. Tem vasta experiência no campo da Educação: Ensino Básico, Ensino Superior, Lato Sensu  e Stricto Sensu em Educação. ORCID https;//orcid.org/0000–0003–4880–7199; e-mail: lubaos@gmail.com

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Publicado

2024-02-23