Ensaios para um diálogo de compreensão sobre o sujeito imigrante vulnerável
DOI:
https://doi.org/10.18616/rdhs.v9i1.10226Palavras-chave:
Conhecimento; Decolonial; Socialmente SituadoResumo
O presente artigo propõe um ensaio para uma análise inicial sobre o estudo das condições dos imigrantes venezuelanos em situação de vulnerabilidades na região dos Inconfidentes/MG, destacando a importância de escutá-los a partir de suas próprias vivências, sentimentos e percepções de direito. A partir da teoria decolonial e do conceito de conhecimento socialmente situado, como desenvolvido por Camila Cardoso de Mello Prando (Camila Prando, 2020), o texto questiona o universalismo abstrato dos direitos humanos e denuncia as limitações do sistema jurídico brasileiro, ainda marcado por uma lógica eurocêntrica, formalista e excludente. Também dialogando com a obra Metade cara, metade máscara, de Eliane Potiguara (Potiguara, 2018), o ensaio articula teoria e práxis para revelar como processos de assimilação forçada e apagamento identitário atravessam tanto indígenas quanto migrantes, submetidos a exigências de silenciamento para acessar direitos e reconhecimento social. Provocando consequentemente sofrimentos, invisibilidades e subjugações de identidades. Com base em legislações como a Lei nº 13.445/2017, partimos da hipótese de que existe um descompasso entre norma e realidade social, e como caminho para repensar práticas institucionais de acesso a direitos sociais, propomos uma escuta ética, que se pretende desenvolver na pesquisa de campo comprometida com os saberes localizados desses sujeitos historicamente ocultados.
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Referências
Agradecemos à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), pelo apoio concedido por meio da bolsa de mestrado, no programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal de Ouro Preto – PPGD/UFOP, edital 001 – PPGD Bolsas 2025, que foi fundamental para a realização deste ensaio para sua publicação.
Também agradecemos ao Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) “Novos Direitos, Novos Sujeitos”, pelo suporte institucional e acadêmico prestado ao desenvolvimento deste trabalho.
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