DO SER HUMANO AO ANIMAL: OS CORPOS DÓCEIS DE CADA ÉPOCA

Autores

  • Thamiris Dondóssola de Souza UNESC

Resumo

Este ensaio se encarrega de expor que é possível utilizar a noção “corpos dóceis”, de Michel Foucault, para a condição dos animais, não somente para a condição do ser humano. Em seguida, discorre sobre o fato de que umas das principais formas de descrever os animais como “corpos dóceis” é a forma como eles são tratados na indústria da carne. A literatura também contribui para que se analise a noção “corpos dóceis” para os animais, e Desonra, de J. M. Coetzee é uma excelente fonte para se recorrer. Mas essa discussão não é recente, muitos filósofos vêm constatando a forma cruel como os animais são tratados, pura e simplesmente pelas relações de poder que desde muito tempo norteiam a sociedade. 

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Biografia do Autor

Thamiris Dondóssola de Souza, UNESC

Acadêmica da 6ª fase do curso de Letras.

Referências

COETZEE, J. M.. Desonra. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.

DERRIDA, Jacques. O animal que logo sou. São Paulo: Editora UNESP, 2002. Tradução de: Fábio Landa.

FOER, Jonathan Safran. Comer Animais. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

FOUCAULT, Michel. Vigiar e Punir. 41. ed. Petrópolis: Vozes, 1987. Tradução de: Raquel Ramalhete.

MACIEL, Maria Esther. A vida dos outros: J. M. Coetzee e a questão dos animais. Aletria: Revista de Estudos de Literatura, Minas Gerais, v. 21, n. 3, p.91-101, dez. 2011.

MONTAIGNE, Michel de. Ensaios. São Paulo: Nova Cultural, 1996.

NIETZSCHE, Friedrich. Humano, demasiado humano: um livro para espíritos livres, volume II. São Paulo: Companhia de Bolso, 2017. Tradução de: Paulo César de Souza.

SINGER, Peter. Ética Prática. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

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Publicado

2017-12-21