DO SER HUMANO AO ANIMAL: OS CORPOS DÓCEIS DE CADA ÉPOCA
Resumo
Este ensaio se encarrega de expor que é possível utilizar a noção “corpos dóceis”, de Michel Foucault, para a condição dos animais, não somente para a condição do ser humano. Em seguida, discorre sobre o fato de que umas das principais formas de descrever os animais como “corpos dóceis” é a forma como eles são tratados na indústria da carne. A literatura também contribui para que se analise a noção “corpos dóceis” para os animais, e Desonra, de J. M. Coetzee é uma excelente fonte para se recorrer. Mas essa discussão não é recente, muitos filósofos vêm constatando a forma cruel como os animais são tratados, pura e simplesmente pelas relações de poder que desde muito tempo norteiam a sociedade.
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Referências
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MONTAIGNE, Michel de. Ensaios. São Paulo: Nova Cultural, 1996.
NIETZSCHE, Friedrich. Humano, demasiado humano: um livro para espíritos livres, volume II. São Paulo: Companhia de Bolso, 2017. Tradução de: Paulo César de Souza.
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