Formação humana e literatura na BNCC
Abstract
Na tradição moderna das Humanidades que conhecemos, a literatura é compreendida como uma experiência vicária que nos traz desinteressadamente, por meio da linguagem e representação artística, a possibilidade de exercício de liberdade. Por sua vez, promulgada em 2019, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) mantem a literatura como conteúdo do componente curricular de Língua Portuguesa. Ora, marcada pela gratuidade e estranheza, como a literatura convive com a proposição utilitária de ensino de Língua que encontramos da BNCC? Quais são os efeitos da apropriação do literário por uma lógica neoliberal sobre a subjetividade que se manifesta na experiência estética? O desenvolvimento reflexivo de questões dessa ordem é o que buscamos alcançar aqui, discutindo, a partir do intrincado e complexo cenário de mutações n mundo do trabalho, o lugar reservado para a literatura em relação a determinadas expectativas de formação de subjetividades em tempos neoliberais.
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