UM RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE O ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM MATEMÁTICA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS DE ADULTOS
Abstract
O presente trabalho tem por objetivo, socializar as produções desenvolvidas no primeiro e segundo semestre de 2017, no estágio supervisionado, no Curso de Matemática – licenciatura da UNESC. As atividades propostas iniciaram com a produção de um artigo e se estenderam até o período de regência na sala de aula. Os estágios foram desenvolvidos no CEJA (Centro de Educação de Jovens e Adultos) direcionados ao ensino médio, nos municípios de Morro da Fumaça e Maracajá, com o intuito de aproximar a teoria da prática, ampliando as experiências. O primeiro estágio foi realizado no Ensino Fundamental regular e optou-se em realizar o segundo estágio no CEJA. No momento de observação da turma pode-se constatar certas dificuldades dos estudantes com relação à apropriação dos conteúdos matemáticos e também a relação professor/aluno, sendo assim os principais pontos que causaram inquietações e nortearam a atuação do professor estagiário. Teoricamente, apoiou-se na concepção andragógica. Segundo Martins (2013) situa-se em cinco princípios básicos: Autonomia; Experiência; Prontidão de aprendizagem; Motivação para aprender; e, Aplicação da aprendizagem. As experiências adquiridas na regência da turma contribuíram significativamente para a formação profissional, levando-nos a refletir sobre a prática docente. Sabendo da responsabilidade de ensinar e, que cada turma é única e apresentam suas especificidades, o estágio promoveu a uma constante busca do conhecimento, para tentar suprir as carências constatadas na observação. Vale salientar que o público eram jovens e adultos ativos no mercado de trabalho, e isso nos levou a desenvolver um plano de aula que atendessem as necessidades desses alunos. As aulas foram interativas e produtivas, realizadas no período noturno, pois os alunos trabalham durante o dia e estudam à noite. Levando em conta essa realidade, optou-se em transformar o empírico em cientifico, ou seja, o solucionar problemas do dia-dia com auxílio da matemática. O papel da atividade avaliativa nos trouxe inquietações, pois sabemos o quão é importante a função avaliativa no processo de ensino e aprendizagem. Mas, será que esse papel está sendo desenvolvido, atendendo tal objetivo ou simplesmente servindo para classificá-los? São inquietações que nos colocam em movimento de futuros professores realmente comprometidos em não somente como ensinar a matemática, mas também preocupados em como o aluno aprende. O presente trabalho foi baseado nos pensamentos de Freire sobre ensinar, contudo acreditamos que mediar o conhecimento proporcionará uma aprendizagem significativa.
Palavras chave: Ensino e Aprendizagem, Avaliação, Relação professor/aluno, Experiências.