REFLEXÕES DA PRÁXIS DO ENSINO DE FRAÇÕES EM UMA TURMA DO PROEJA SOB O OLHAR DA TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL
Resumen
O presente trabalho tem por premissa socializar a pesquisa e o estágio desenvolvidos durante o Estágio Supervisionado no Ensino Fundamental I e II, do Curso de Licenciatura Plena em Matemática – UNESC. O projeto de pesquisa “Números Racionais: uma ideia histórico-crítica de fração” foi elaborada com base na apropriação do conhecimento teórico segundo a abordagem históricocrítica. Para Leite; Leite; Prandi (2009) a construção de uma pessoa mais autônoma, no processo de aprender, torna-a mais autônoma no processo de viver; mas, para que isso não se transforme em uma ação individualista, é fundamental transformar a prática pedagógica em uma prática mediadora, comprometida, coerente, ao mesmo tempo consciente e competente. A proposta de ensino foi formulada em resposta à pergunta: “De que forma o ensino de frações pode ser elaborado para que o aluno apreenda o conceito de números racionais?” O estágio foi desenvolvido em uma turma do 7º ano noturno, com catorze alunos, do Programa de Educação de Jovens e Adultos – PROEJA, na rede pública municipal de Criciúma, SC. Por ser o homem um ser pensante, no percurso de sua história, sua formação é influenciada pelo método de ensino das instituições escolares que frequentou. A sequência de ensino de fração buscou satisfazer o proposto na abordagem históricocrítica ancorando-se nos estudos de Vigotski (2007), Davydov (1988) e outros, em que o conceito de números racionais se define por meio de medição de grandeza. Se tratando de jovens e adultos, a elevada diferença de faixa etária, social e comportamental demonstraram-se fatores preponderantes para o insucesso pedagógico, ora entende-se, andragógico (Malcolm, 2011). O discente jovem e adulto, acolhido pelos programas de educação específicos, merece profundo estudo científico e de aprendizagem para satisfazer o ensino, pois os atuais institutos destinados a este público trazem consigo particularidades psicossociais carentes de acolhimento andragógico.
Palavras-chave: Fração, abordagem histórico-cultural, reflexões, andragogia