A QUARTA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E OS NOVOS PARADIGMAS AO BEM VIVER
Abstract
Em um mundo em que as práticas de mercado se voltam para o incentivo à produção de bens e consumo desenfreado, torna-se um desafio pensar em soluções para que o uso dos recursos naturais em excesso não seja uma prática contra a própria humanidade, contra o bem viver, termo este conceituado na obra de Acosta (2016). Assim, esse artigo tem por objetivo
discutir novos paradigmas a serem impostos pela quarta revolução ao bem viver, a partir de uma revisão bibliográfica. Para tanto, percorre-se as três primeiras revoluções industriais, destacando seus principais aspectos, até chegarmos ao conceito de indústria 4.0, cunhado por Klaus Schwab (2016). Demonstradas as mudanças ocorridas nas três revoluções no que tange ao superextrativismo, à superprodução e ao superconsumo, exige-se uma reflexão frente à quarta revolução industrial ou indústria 4.0, que traz a possibilidade de fusão dos mundos físicos, virtuais e biológicos, mas que não afasta a necessidade de “apropriação da natureza para alimentar o crescimento econômico”, em especial a mineração impulsionada pelo consumo. Nesse prisma, a emergência da redução de emissão de carbono com a eliminação do consumo de combustíveis poluentes, somados à grande produção de equipamentos eletrônicos de modo geral, demandará do meio ambiente novos insumos, o “lítio” será um deles, minério utilizado na produção de baterias para equipamentos e automóveis, sinalizando um dos grandes desafios ao bem viver, que é equalizar a extração mineral e necessidades econômicas nos países latino americanos a exemplo do Brasil, que descobriu importantes reservas no vale do Jequitinhonha.
Palavras-chave: Extrativismo; Consumo; Bem viver; Indústria 4.0.
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