Análise da mortalidade devido à insuficiência cardíaca no estado de Santa Catarina entre janeiro de 2015 e janeiro de 2025

Autores

  • Carolina Burigo Milanez Universidade do Extremo Sul Catarinense
  • Helen Teixeira Universidade do Extremo Sul Catarinense
  • Laura Peters Matias Universidade do Extremo Sul Catarinense
  • Yasmin Allan Universidade do Extremo Sul Catarinense
  • Laís Schaucoski Ajala
  • Maria Clara Guidi da Silva

DOI:

https://doi.org/10.18616/inova.v16i1.10555

Resumo

A insuficiência cardíaca constitui uma importante síndrome clínica resultante da ineficiência do coração em manter o bombeamento de sangue necessário para suprir as necessidades metabólicas do organismo. Esse distúrbio representa o estágio final de múltiplas doenças cardiovasculares, como hipertensão arterial sistêmica, cardiopatia isquêmica e miocardiopatias, refletindo uma desregulação progressiva das funções miocárdica e neuro-hormonal. No contexto médico atual, revela-se como uma patologia desafiadora, responsável por elevada morbimortalidade e reincidência de hospitalizações, associada a custos de saúde significativos para o sistema de saúde. Apesar dos avanços na terapêutica, a insuficiência cardíaca apresenta prognóstico reservado, configurando-se como um dos principais desafios atuais da cardiologia. Diante de tais problemáticas e considerando a prevalência dessa comorbidade, o objetivo deste estudo é avaliar dados sobre as internações e os óbitos secundários à insuficiência cardíaca no estado de Santa Catarina entre janeiro de 2015 e janeiro de 2025. O trabalho foi estruturado como um estudo epidemiológico descritivo, transversal e quantitativo, desenvolvido a partir de dados secundários obtidos no DATASUS/MS. Os resultados apontam que, das 87.019 internações, 45.062 ocorreram em mulheres e 41.957 em homens, sendo que a faixa etária com mais internações foi de 70 a 79 anos entre os homens e acima de 80 anos entre as mulheres. As taxas de mortalidade foram ligeiramente maiores no sexo feminino (10,24) do que no masculino (9,52). Quanto à cor da pele, a maior mortalidade foi observada entre pessoas brancas (4,63) e a menor entre pardas (3,32). Assim, é fundamental que as políticas de saúde do estado sejam otimizadas, e que haja maior orientação médica em relação à adesão da terapia medicamentosa e controle rigoroso das comorbidades de cada indivíduo, visando a redução da morbimortalidade associada a insuficiência cardíaca.

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Publicado

2026-02-23