A hemólise no cotidiano dos pacientes renais crônicos

Autores

  • Maria Teresa Brasil Zanini Universidade do Extremo Sul Catarinense
  • Francieli Maragno Universidade do Extremo Sul Catarinense
  • Luciana Rosa Universidade do Extremo Sul Catarinense
  • Luciane Bisognin Ceretta Universidade do Extremo Sul Catarinense
  • Izabel Scarabelot Medeiros Universidade do Extremo Sul Catarinense
  • Maria Tereza Soratto Universidade do Extremo Sul Catarinense
  • Karina Cardoso Gulbis Zimmermann Universidade do Extremo Sul Catarinense

Resumo

Objetivo: Identificar a influência do tratamento de hemodiálise no cotidiano dos pacientes renais crônicos. Métodos: Trata-se de pesquisa qualitativa, realizada em uma clínica de nefrologia no estado de Santa Catarina. Os dados foram obtidos através de entrevista semi-estruturada. Participaram dez pacientes em tratamento hemodialitico. Resultados: Predominou gênero masculino, faixa etária entre 60-70 anos, ensino fundamental incompleto e cor: caucasiana. Quanto à análise geral, os fatores que mais sofrem influência são: alimentação e ingesta hídrica, lazer e realização de atividades diárias. Houve relatos sobre as reações adversas, incapacidade total ou parcial para o trabalho, dificuldades em relação ao transporte e locomoção e tempo disponibilizado às sessões de hemodiálise como fatores limitantes. Conclusão: A enfermagem é relevante na identificação de tais influências, buscando juntamente à equipe de saúde, pacientes e familiares, a elaboração, planejamento e execução de ações e atividades que possam oferecer melhor qualidade de vida aos pacientes renais crônicos.

 

Objective: To identify the influence of dialysis treatment in daily chronic renal patients. Methods: This qualitative research, conducted in a clinical nephrology in the state of Santa Catarina. Data were collected through semi-structured. A total of ten patients on hemodialysis. Results: The predominant males, aged 60-70 years, elementary school, and color: Caucasian. Regarding the overall analysis, the factors that are influenced more are: food and fluid intake, leisure and conducting daily activities. There were reports of adverse reactions, total or partial inability to work, difficulties with transport and mobility and time available to the hemodialysis sessions as limiting factors. Conclusion: nursing is important in identifying such influences, seeking together the health care team, patients and families, preparation, planning and execution of actions and activities which offer better quality of life for patients with chronic renal failure.

 

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Biografia do Autor

Maria Teresa Brasil Zanini, Universidade do Extremo Sul Catarinense

Possui graduação em Enfermagem e Obstetrícia pela Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL) (1979). Possui especialização em Saúde Pública pela Universidade Federal de Santa Catarina/Escola Nacional de Saúde Pública/Fio Cruz. Atualmente professora titular da Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC) no Curso de Enfermagem atuando principalmente nos seguintes temas: Saúde do Adulto, Semiologia e Semiotécnica, Patologia e Unidades Críticas. Enfermeira da Secretaria de Estado da Saúde/SC desempenhando as funções no Serviço de Vigilância Epidemiológica. Tem experiência em cargo eletivo de Secretária Municipal de Saúde em Cocal do Sul e Morro da Fumaça, Unidades Básicas de Saúde e Hospitais.

Francieli Maragno, Universidade do Extremo Sul Catarinense

Possui graduação em Enfermagem pela Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC. Atua como Residente Multiprofissional em Saúde em Atenção Básica na ESF Cidade Mineira Velha. Possui formação em Técnico em Análises Clínicas pelo Centro de Educação Profissionalizante Abílio Paulo - CEDUP. Atuou em projeto de Iniciação Científica, o qual refere-se a estudos sobre a Psicoeducação Aplicada a Pacientes com Transtorno Afetivo Bipolar. Foi voluntária em projeto relacionado ao estudo de Obesidade e Hipertensão em mulheres participantes do Programa Emagreça Feliz pertencente ao GEPES - Grupo de Extensão e Pesquisa em Exercício e Saúde, da mesma universidade.

 

Luciana Rosa, Universidade do Extremo Sul Catarinense

Possui graduação em Enfermagem e Obstetrícia pela Universidade do Sul de Santa Catarina (1992). Possui Especialização em Enfermagem em Nefrologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2006). Mestrado em Ciências da Saúde – área de fisiopatologia pelo Programa de Pós Graduação em Ciências da Saúde da Unesc - Universidade do Extremo Sul Catarinense (2011). Doutoranda do Programa de Pós Graduação em Ciências da Saúde da Unesc na área de fisiopatologia e erros inatos do metabolismo (2011). Atualmente é professora titular da Universidade do Extremo Sul Catarinense e enfermeira, Analista Técnica Gestão e Promoção à Saúde da Secretaria de Estado da Saúde - SC, enfermeira do Centro de Tratamento de Cálculos Renais Ltda. Tem experiência na área de Enfermagem, com ênfase em Enfermagem de Saúde Pública e Nefrologia, atuando principalmente nos seguintes temas: saúde do adulto, suporte básico de vida, semiologia e semiotécnica e saúde da família.

Luciane Bisognin Ceretta, Universidade do Extremo Sul Catarinense

Atualmente é professor titular da Universidade do Extremo Sul Catarinense.

Izabel Scarabelot Medeiros, Universidade do Extremo Sul Catarinense

Possui graduação em Enfermagem e Obstetrícia pela Fundação de Ensino do Pólo Geoeducacional do Vale do Itajaí (1984) e Mestrado em Educação pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (2007). Atualmente é Enfermeira da Secretaria de Saúde do Estado de Santa catarina e docente horista da Universidade do Extremo Sul Catarinense. Tem experiência na área de Saúde Mental e Atendimento pré-hospitalar, atuando principalmente nos seguintes temas: Sofrimento Psíquico, Saúde Mental, Suporte Básico e Avançado de Vida .

Maria Tereza Soratto, Universidade do Extremo Sul Catarinense

possui graduação em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (1985), Mestrado em Educação pela Universidade do Sul de Santa Catarina, UNISUL; Especialização em Plantas Medicinais - Pós-graduação Bagozzi e em Terapia Floral pela PUC RS; Especialização em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública - FIOCRUZ. Atualmente é professor titular da Universidade do Sul de Santa Catarina e professor da Universidade do Extremo Sul de Santa Catarina, atuando principalmente nos seguintes temas: enfermagem, cuidado do cuidador, stress e burnout, terapias alternativas, Ética e Bioética, TCC.

Karina Cardoso Gulbis Zimmermann, Universidade do Extremo Sul Catarinense

Possui graduação em Enfermagem pela Universidade do Sul de Santa Catarina (2003). Especialista em Saúde da Família pela UNISUL, especialista em Didática e Metodologia do Ensino Superior pela Universidade do Extremo Sul Catarinense, especialista em Condutas de Enfermagem em Pacientes Criticos na mesma Universidade. Mestre em Enfermagem, pela UFSC - UNOCHAPECÓ. Atualmente é professora titular da Universidade do Extremo Sul Catarinense, nas disciplinas de Processo de Cuidar III, Semiologia e Semiotécnica, supervisiona estágios em unidade hospitalar ; unidades básicas, orienta TCC, monografias e projetos de extensão. Possui consultório de enfermagem em Criciúma - EMDOC (Enfermagem - medicina e documentações - http://www.emdoc-consultorio.com.br/articles.php?article_id=1) - e trabalha interdisciplinarmente (Medicina e Enfermagem) com visitas domiciliares enfatizando a promoção da saúde, prevenção primária em saúde (prevenção de úlceras em acamados, boas práticas de saúde para evitar complicações em doentes crônicos, orientações para pacientes TRMs sobre o auto cuidado e maior independência possível). Tem experiência na área de Enfermagem, com ênfase em Estratégia Saúde da Família, atuando principalmente nos seguintes temas: integralidade, atenção integrada, profissional enfermeiro, enfermagem e saúde. Tem experiência em emergência Hospitalar, clinica médica, cirúrgica e unidade radiológica. Membro titular do Grupo de Pesquisa em Saúde Coletiva e Controle Social: um Direito a Ser Efetivado do Laboratório de Direito Sanitário e Saúde Coletiva da UNESC. Membro do Nepies - Núcleo de Estudos e Pesquisas em Integralidade, Enfermagem e Saúde - UNESC. Membro voluntária do Grupo Vida Ativa São José para Traumatizados Raqui Medular. Desde 2009 é membro parecerista do Comitê de Ética em Pesquisa com seres humanos - UNESC. Membro da SOBEST (Associação Brasileira de Estomaterapia). Membro da ABEN - Associação Brasileira de Enfermagem e COREN - Conselho Regional de Enfermagem - SC. Articula, orienta e presta assistência as pessoas com estomias, feridas e incontinências, através de projetos de extensão, pesquisa e voluntariado. Projeto de extensão: 1) A integralidade do Cuidado do Homem em Unidades de Saúde de Criciúma - SC 2) Perfil dos pacientes com feridas abertas e a importância da Sistematização de Assistência de Enfermagem (SAE) para o processo de cicatrização - 2011-2012 3) Assistência de Enfermagem aos estomizados da região carbonífera - 2011-2012 4) Feridas abertas: uma proposta de prevenção e cuidado aos pacientes com mobilidade física prejudicada no município de Criciúma - SC (2012-atual)

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Publicado

2012-12-07

Edição

Seção

Atenção à Saúde