SEGREGRAÇÃO SOCIOESPACIAL
A HABITAÇÃO COMO REFLEXO DAS DISPARIDADES DE CLASSE
Resumo
Este trabalho discute a crise de habitação na América Latina sob a perspectiva do capitalismo dependente e a consequente segregação socioespacial. A análise crítica examina o acesso à habitação com base na teoria do valor-trabalho destacando as categorias superexploração da força de trabalho, renda da terra e historicidade. Esses elementos revelam como as cidades-latino-americanas foram moldadas por fatores históricos, econômicos e sociais. Fruto disso, a especulação imobiliária e a distribuição desigual de terras desempenham um papel fundamental na segregação socioespacial, em que a classe dominante desfruta de localizações privilegiadas e a classe trabalhadora enfrenta dificuldades de acesso a serviços essenciais. Esse processo de segregação socioespacial não apenas ilustra a luta de classes, mas também destaca as lacunas desiguais presentes na região, onde o custo de vida e a falta de moradia digna continuam afetando desproporcionalmente as comunidades marginalizadas.
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